Alexsander volta ao Atlético-MG e mira vaga entre titulares

Volante retorna ao Atlético-MG após recuperação e busca espaço no time principal para a próxima temporada.
Redação NC News
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O volante Alexsander, do Atlético-MG, usa a intertemporada na Cidade do Galo para turbinar o retorno aos gramados e disputar a titularidade no segundo semestre de 2026. A entrevista concedida, expõe bastidores de cobrança interna, expectativa da torcida e a disputa por espaço num meio-campo congestionado.

Atlético aperta o ritmo à espera do Bahia

O elenco trabalha em dois períodos enquanto o calendário está parado por causa do Mundial de Seleções. O time volta a campo em 21 de julho, às 19h30, contra o Bahia, na Arena MRV, pelo Campeonato Brasileiro. O Atlético ocupa a 9ª posição, com 24 pontos, e tenta transformar o intervalo em combustível para uma arrancada também na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana.

Alexsander, que soma 13 jogos em 2026, vê o período como chance rara de ajuste fino. “Até mesmo no começo do ano, não tivemos tanto tempo para os treinamentos, já que as competições começaram cedo. Esse período é essencial para o atleta se preparar bem, entender também melhor o trabalho da comissão técnica e até mesmo conhecer melhor os companheiros, principalmente os jovens que sobem para o profissional e os que chegaram recentemente”, afirma.

O técnico Eduardo Domínguez concentra o mês em correções físicas, mentais e táticas. A comissão trabalha com grupos específicos, de acordo com função e histórico recente, enquanto estuda variações para uma sequência pesada de jogos em três frentes.

Lesão grave, retorno antecipado e disputa por espaço

A trajetória de Alexsander em 2026 muda em fevereiro, quando ele sofre ruptura total do ligamento colateral medial do joelho esquerdo. A lesão o tira dos campos por meses e ameaça o protagonismo que vinha construindo desde a temporada passada. O diagnóstico inicial projetava um afastamento mais longo, mas o cronograma é encurtado.

“A cabeça precisa realmente estar no lugar e procurei manter o pensamento positivo, com a ajuda da minha família, para poder fazer o meu melhor e voltar o quanto antes. O clube me deu todo o suporte e a estrutura com os trabalhos diários e todos os cuidados, e isso me ajudou a poder voltar antes do tempo previsto”, relata o volante.

Ele conta que, antes mesmo da pausa para o Mundial de Seleções, já se sentia em condições plenas de jogo. O desafio, porém, passa a ser outro: recuperar ritmo, ganhar minutos e convencer Domínguez de que pode reassumir um papel central no meio-campo.

A concorrência não é modesta. A vaga que Alexsander mira hoje tem Alan Franco, Maycon, Cissé e Tomás Pérez na disputa. Nas últimas rodadas antes da parada, o treinador costuma escolher Maycon ou Franco para a função. O retorno do volante, portanto, mexe diretamente com a hierarquia do setor.

Função em campo e cobranças de todos os lados

Na reta final do turno, Alexsander chega a ser testado em posições mais adiantadas, quase como um meia ofensivo. O desempenho abaixo do esperado reforça a ideia de que ele rende mais iniciando a construção de trás, com o campo à frente.

“Acho que vai depender do que a comissão técnica precisar de mim. Posso atuar tanto mais defensivamente quanto ofensivamente ou fazendo as duas funções. Como segundo volante é a posição que mais gosto, mas posso jogar em outras posições. No momento, me sinto bem para fazer a função que precisarem e estou à disposição para entregar o meu melhor”, diz.

A fala aponta para um equilíbrio delicado: de um lado, o desejo de atuar na função em que se sente mais confortável; de outro, a necessidade de se adaptar para não perder espaço num elenco qualificado. Domínguez explora justamente essa versatilidade na montagem de variações táticas que permitam ao Atlético ser mais agressivo sem perder solidez defensiva.

Dentro do clube, a cobrança é diária. O volante admite que sente também o peso das expectativas vindas das arquibancadas. “Eu sei que a torcida confia muito em mim e sou muito grato por isso e por todo carinho. Eu me cobro muito e quero sempre estar no melhor nível possível. Acho que física e mentalmente é um momento que me vejo muito bem e preparado para fazer um grande segundo semestre junto de toda a equipe”, afirma.

Impacto no meio-campo e nas ambições do Atlético

A volta de Alexsander oferece a Domínguez uma peça com boa leitura de jogo e capacidade de chegar à frente, algo que o time sente falta em algumas partidas do primeiro turno. Num cenário de Brasileirão apertado e mata-matas de Copa do Brasil e Sul-Americana, ter um segundo volante em boa fase pode mudar a dinâmica da equipe.

O setor mais pressionado é justamente o meio-campo. A presença de um jogador recuperado e motivado tende a elevar o sarrafo interno. Quem vinha atuando com frequência sabe que a margem de erro diminui. A resposta pode vir em forma de rendimento coletivo maior ou de mudanças na escalação habitual e até no desenho tático.

Para a torcida, que acompanha a rotina na Cidade do Galo com atenção e lota a Arena MRV nas boas fases, o discurso do jogador funciona como sinal de compromisso. “Pessoalmente quero fazer o maior número de jogos possível, mesmo sabendo que teremos uma sequência de muitas partidas em um período curto. Me sinto bem preparado e pronto para ter sequência e ajudar o time coletivamente. Sabemos da qualidade do nosso elenco e que podemos buscar coisas importantes para o clube”, projeta.

Nos bastidores, a comissão técnica monitora não só a evolução física, mas também o risco de sobrecarga. O desafio é dar minutagem suficiente para que Alexsander ganhe ritmo sem repetir o erro comum de acelerar demais o retorno após uma lesão séria de joelho.

Segundo semestre sob teste

O duelo contra o Bahia, no dia 21, aparece como primeiro termômetro real para medir o estágio de Alexsander e o efeito da intertemporada na engrenagem atleticana. A expectativa é que ele participe com mais protagonismo nas próximas semanas, seja como titular, seja saindo do banco em momentos-chave.

Se conseguir emendar sequência de jogos, mantendo o joelho estável e o nível físico alto, o volante tende a ganhar peso na briga por uma vaga fixa no time. O segundo semestre coloca em jogo a capacidade do Atlético de reagir no Brasileiro e avançar nas copas; coloca também à prova a resistência de um elenco que, ao mesmo tempo em que ganha uma peça importante de volta, passa a conviver com ainda mais pressão por resultados imediatos.

Entre o otimismo do jogador e a cautela do departamento médico, o clube mede cada passo. O que Alexsander faz agora, na rotina silenciosa da Cidade do Galo, pode definir não só o lugar dele na “escalação do Atlético Mineiro de hoje”, mas também o fôlego do time nas disputas que dominam o noticiário de Globo Esporte Atlético MG, O Tempo Atlético MG, Terra Atlético MG, ESPN Atlético MG, Atlético MG rádio Itatiaia e demais veículos que acompanham de perto as notícias do Atlético MG e o placar de cada rodada.

 

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