Febre maculosa já matou 10 pessoas no interior de SP em 2026; veja onde a doença mais avança

Piracicaba e Sorocaba concentram o maior número de mortes registradas neste ano, enquanto autoridades reforçam o alerta para prevenção e diagnóstico precoce da doença transmitida por carrapatos.
Redação NC News
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A febre maculosa segue preocupando as autoridades de saúde em São Paulo. Dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-SP) mostram que, até o dia 2 de julho, o estado registrou 11 casos confirmados da doença, dos quais dez terminaram em morte. Os números acendem um alerta principalmente para moradores e visitantes de áreas onde há maior circulação de carrapatos.

As cidades com registros da doença são Piracicaba, Campinas, Sorocaba, Santo André e São José dos Campos. Entre elas, Piracicaba e Sorocaba concentram o maior número de óbitos, com três mortes cada.

Quais cidades registraram mortes por febre maculosa?

Segundo o levantamento da Secretaria de Estado da Saúde, a distribuição dos óbitos é a seguinte:

  • Piracicaba: 3 mortes
  • Sorocaba: 3 mortes
  • Campinas: 1 morte
  • Santo André: 1 morte
  • São José dos Campos: 1 morte

Além desses dados, o Grupo de Vigilância Epidemiológica (GVE) de Campinas, responsável também pelo município de Americana, contabilizou três casos confirmados e dois óbitos no mesmo período.

O que é a febre maculosa?

A febre maculosa é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria Rickettsia, transmitida principalmente pela picada de carrapatos infectados, como o carrapato-estrela.

Esses carrapatos costumam ser encontrados em áreas de vegetação, margens de rios, fazendas, parques e locais frequentados por animais como:

  • capivaras;
  • cavalos;
  • cães;
  • gatos.

O período de incubação da doença varia entre dois e 14 dias após a picada.

Quais são os sintomas?

Os primeiros sinais podem ser confundidos com outras doenças, o que torna o diagnóstico mais difícil. A rapidez no início do tratamento é fundamental para aumentar as chances de recuperação.

Entre o 1º e o 2º dia

  • febre alta de início súbito;
  • dor de cabeça intensa;
  • dores musculares;
  • mal-estar.

Entre o 2º e o 4º dia

  • manchas avermelhadas na pele;
  • dor abdominal;
  • tosse;
  • náuseas;
  • vômitos;
  • inchaço ao redor dos olhos e nas extremidades do corpo.

Entre o 5º e o 7º dia

  • agravamento da dificuldade respiratória;
  • aumento das dores abdominais;
  • manchas que evoluem para pequenos pontos avermelhados.

Entre o 7º e o 9º dia

Nos casos mais graves, podem ocorrer:

  • necrose dos dedos;
  • gangrena;
  • choque séptico;
  • insuficiência renal;
  • edema pulmonar;
  • edema cerebral;
  • complicações cardíacas.

Como prevenir a doença?

A principal forma de prevenção é evitar o contato com carrapatos em áreas consideradas de risco.

As autoridades recomendam:

  • usar botas e calças compridas em áreas com vegetação;
  • evitar caminhar em locais infestados por carrapatos;
  • inspecionar o corpo após passeios em áreas rurais ou parques;
  • retirar imediatamente qualquer carrapato encontrado na pele, sem esmagá-lo com as unhas.

Caso apresente febre e outros sintomas após frequentar locais com presença de carrapatos, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente e informar sobre a possível exposição ao vetor. O tratamento iniciado nos primeiros dias aumenta significativamente as chances de cura.

Por que a febre maculosa preocupa tanto?

Embora relativamente rara, a febre maculosa está entre as doenças transmitidas por carrapatos com maior taxa de mortalidade no Brasil. O principal desafio é que seus sintomas iniciais se parecem com os de viroses, dengue e outras infecções, o que pode atrasar o diagnóstico.

Por isso, especialistas reforçam que qualquer pessoa que tenha passado por áreas com carrapatos e desenvolva febre deve informar essa exposição ao profissional de saúde, permitindo que a investigação e o tratamento sejam iniciados o quanto antes.

Entenda o contexto

A febre maculosa é causada pela bactéria Rickettsia e transmitida pela picada de carrapatos infectados, principalmente o carrapato-estrela. A doença pode evoluir rapidamente para quadros graves quando o tratamento demora a ser iniciado.

Neste ano, São Paulo já registrou dez mortes relacionadas à doença, concentradas principalmente no interior do estado. O alerta das autoridades é para que moradores e visitantes de áreas de risco adotem medidas de prevenção e procurem atendimento médico logo nos primeiros sintomas, aumentando as chances de recuperação.

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