Pesquisa eleitoral: Racha entre Flávio e Michelle esfria intensidade bolsonarista no AM

Recuo do bolsonarismo no Amazonas após racha entre Flávio e Michelle não garante folga ao PT; região pode ganhar peso estratégico na corrida presidencial.*
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Quem imagina que apenas a esquerda enfrenta dificuldades em redutos historicamente polarizados erra o diagnóstico. A direita também encontra obstáculos em regiões que sempre considerou favoráveis, como o Norte do país.

No Amazonas, o cenário é conhecido nos bastidores políticos. Manaus mantém uma inclinação mais à direita, com forte identificação com o bolsonarismo. Já o interior preserva um vínculo histórico com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se prepara para disputar um quarto mandato pelo PT.

Pará tem cenário mais equilibrado

No Pará, a dinâmica é diferente. Belém apresenta um eleitorado dividido entre esquerda e direita, enquanto o interior segue uma tendência semelhante.

Parte desse movimento é explicada pelo avanço da mineração e do agronegócio no sul do estado, fatores que impulsionaram o crescimento do bolsonarismo em municípios que antes registravam menor polarização política.

Recuo do bolsonarismo acende alerta

Levantamentos recentes de intenção de voto apontam um recuo do campo bolsonarista no Amazonas. Nos bastidores, a avaliação é de que o desgaste público entre o senador Flávio Bolsonaro e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro expôs fragilidades na articulação política do PL.

Esse movimento, no entanto, está longe de representar um favoritismo consolidado do PT na região.

Falta de unidade preocupa estrategistas

Uma leitura mais cuidadosa indica que a própria direita amazonense ainda não conseguiu construir um palanque unificado, capaz de reunir e manter mobilizado o eleitorado bolsonarista.

É justamente essa falta de coordenação que voltou a despertar o interesse dos estrategistas nacionais pelo Norte. Durante algum tempo tratada como uma região periférica nas estratégias presidenciais, ela retorna ao centro das atenções porque eleições anteriores mostraram que os votos nortistas podem ser decisivos, especialmente em uma disputa presidencial que tende a ser definida por uma margem estreita.

 

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