O governador do Acre, Gladson Camelí (PP), foi alvo de uma ação da Polícia Federal (PF) na manhã desta quinta-feira (5), no âmbito de uma investigação autorizada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
A operação incluiu o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao chefe do Executivo estadual e a outra autoridade pública no estado.
A apuração conduzida pela PF investiga a suspeita de utilização de influência institucional para facilitar a obtenção de habilitação de piloto de aeronaves sem o cumprimento integral das exigências legais.
O governador é conhecido por declarar publicamente que possui licença para pilotar e por ser entusiasta da aviação, além de manter aeronave registrada em seu nome.
Caso as irregularidades sejam confirmadas, os fatos podem se enquadrar em crimes como corrupção ativa e concussão.
Em manifestação pública, Gladson Camelí afirmou que recebeu os agentes de forma colaborativa e prestou todos os esclarecimentos solicitados.
“Nesta quinta-feira, 5 de fevereiro, atendi, em minha residência, representantes da Polícia Federal, que buscavam informações a respeito de uma denúncia sobre processo de avaliação para obtenção de registro de piloto em uma escola de aviação local, onde fui aluno”, disse.
O próprio gestor informou, por meio das redes sociais, que foram recolhidos dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro de origem particular, que segundo ele, era mantida como reserva financeira.
Camelí declarou manter tranquilidade diante da investigação, reafirmou confiança na Justiça e classificou o episódio como tentativa de perseguição com motivação política, especialmente em um contexto de proximidade eleitoral.
“Os policiais recolheram dispositivos eletrônicos e uma quantia em dinheiro, de origem privada, que mantinha como reserva financeira e cuja comprovação será apresentada às autoridades. Mantenho-me sereno quanto ao ocorrido. Desde já, agradeço as manifestações de apoio da população”, afirmou.