O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, confirmou visita aos Estados Unidos para uma reunião com o presidente Donald Trump na próxima quarta-feira (11), em Washington.
O encontro deve girar em torno das negociações nucleares em curso entre o governo norte-americano e o Irã.
Viagem ocorre em meio a tratativas sobre acordo nuclear
A agenda acontece em um momento delicado da política internacional, marcado por tentativas de retomada de um acordo para limitar o programa nuclear iraniano.
Israel acompanha o processo de perto e defende uma postura mais rígida diante de Teerã, considerado seu principal adversário regional.
Esta será a sétima ida de Netanyahu aos EUA desde o retorno de Trump à Casa Branca, em janeiro de 2025.
Israel cobra restrições a mísseis e apoio a grupos armados
Segundo o gabinete do premiê israelense, Netanyahu deve reforçar junto a Trump que qualquer negociação com o Irã precisa incluir limites ao desenvolvimento de mísseis balísticos e o fim do suporte financeiro e militar a organizações como Hamas e Hezbollah.
Para o governo israelense, esses pontos são essenciais para reduzir riscos de novos conflitos no Oriente Médio.
Teerã rejeita negociar programa de defesa
O governo iraniano mantém posição contrária. Neste sábado (7), o chanceler Abbas Araghchi declarou que o programa de mísseis do país não está aberto a negociação, classificando o tema como parte da estratégia defensiva nacional.
A declaração amplia o impasse diplomático e dificulta avanços nas conversas lideradas por Washington.
Confrontos recentes elevam a tensão regional
O cenário atual é influenciado pelos confrontos registrados no ano passado, quando ataques israelenses atingiram alvos no Irã durante um conflito que durou cerca de 12 dias. A ofensiva teve como justificativa impedir o avanço nuclear iraniano e acentuou o clima de instabilidade na região.
Diante desse contexto, a reunião entre Trump e Netanyahu é vista como estratégica para alinhar posições antes de qualquer decisão sobre um novo acordo com Teerã.