Portugal realiza neste domingo (8) um segundo turno inédito nas eleições presidenciais após 40 anos, em um cenário marcado pela polarização entre esquerda e direita.
As seções eleitorais abriram às 8h no horário local (5h em Brasília), colocando frente a frente o socialista António José Seguro e o líder do Chega, André Ventura. No primeiro turno, Seguro terminou na liderança com cerca de 31% dos votos, enquanto Ventura ficou em segundo, com pouco mais de 23%.
As pesquisas de intenção de voto indicam vantagem significativa para o candidato da esquerda, que recebeu apoios de diferentes setores políticos, inclusive de áreas mais conservadoras que rejeitam o avanço da extrema direita.
Levantamentos recentes apontam que Seguro pode alcançar mais da metade dos votos válidos, enquanto Ventura enfrenta índices elevados de rejeição entre os eleitores, apesar de ter ampliado sua base nos últimos anos.
A eleição ocorre em meio a um período de instabilidade política e também climática, já que fortes tempestades atingiram o país nas últimas semanas e impactaram a reta final da campanha.
Embora o presidente português exerça função majoritariamente institucional, o cargo possui poderes importantes, como dissolver o Parlamento, vetar leis e convocar novas eleições.
O atual chefe de Estado, Marcelo Rebelo de Sousa, encerra seu segundo mandato consecutivo e não pode disputar novamente o posto, abrindo espaço para uma disputa considerada decisiva para o futuro político do país.