Operário vence Ponte Preta de virada e assume vice-liderança na Série B

Com uma virada emocionante, o Operário-PR conquista a vice-liderança e complica a situação da Ponte Preta.
Redação NC News
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O Operário-PR vence a Ponte Preta por 3 a 2, de virada, no Germano Krüger, e fecha o primeiro turno da Série B na vice-liderança, com 35 pontos.

Virada no fim expõe extremos da Série B

O resultado desta noite, em Ponta Grossa, cristaliza dois momentos opostos do campeonato. O time paranaense, comandado por Luizinho Lopes, engata a sexta partida sem perder e se firma como candidato direto ao acesso. A equipe campineira afunda ainda mais na crise, com oito derrotas seguidas e 14 jogos sem vitória, presa na vice-lanterna, com apenas 8 pontos.

O jogo, válido pela 19ª rodada e último do primeiro turno, mostra como confiança e organização pesam numa Série B longa. Mesmo saindo atrás duas vezes, o Operário encontra força para reagir, aproveita a expulsão de Brandão e constrói a virada nos acréscimos, empurrado por um estádio lotado e barulhento.

Para a Ponte, a derrota aprofunda o desgaste com a torcida e aumenta a pressão sobre o técnico Márcio Zanardi e a diretoria, que vê o risco de rebaixamento deixar de ser ameaça distante e virar cenário concreto.

Jogo começa com susto e resposta rápida

A Ponte Preta entra em campo com três zagueiros e postura surpreendentemente agressiva. Logo aos 6 minutos, Elvis cobra escanteio da direita, Márcio Silva desvia de cabeça e Brandão aparece na pequena área para completar para o gol. O 1 a 0 cedo expõe uma brecha rara na defesa paranaense, apontada antes da partida como uma das mais sólidas da Série B. “A defesa do Operário-PR é uma das mais sólidas da Série B e tem o controle do ritmo no Germano Krüger”, dizia análise publicada pelo portal Terra, na véspera.

O Fantasma sente o golpe, mas não sai do roteiro. Luizinho Lopes mantém a ideia de pressionar a saída de bola paulista e explorar o corredor esquerdo com Gabriel Feliciano. O gramado pesado, com poças em alguns pontos, começa a interferir. Aos 30 minutos, uma delas decide o lance que muda o jogo: recuo da zaga da Ponte trava na água, Pablo se antecipa, limpa o goleiro e bate colocado, empatando a partida.

O gol devolve segurança ao time da casa, que passa a rondar a área rival com mais gente. Boschilia, de volta após ser poupado, dita o ritmo por dentro, enquanto Vinicius Diniz e Matheus Trindade seguram as transições da Ponte. A Macaca, mesmo pressionada, leva o empate para o intervalo com Guilherme Viana fazendo defesas seguras.

Ponte reacende esperança, mas cai na reta final

A conversa no vestiário parece surtir efeito imediato na Ponte. Com apenas 3 minutos da segunda etapa, Elvis acha espaço entre as linhas e lança Brandão. O atacante invade a área e finaliza cruzado, recolocando os visitantes à frente. O 2 a 1 anima o banco paulista e cria um silêncio momentâneo no estádio.

A reação do Operário, porém, é fulminante. Quatro minutos depois, aos 7, Gabriel Feliciano recebe em profundidade pela esquerda e cruza na medida. Hildeberto Pereira aparece como centroavante e, de primeira, empata de novo. O 2 a 2 devolve a superioridade emocional aos donos da casa e desmonta a estratégia cautelosa de Zanardi.

A partir daí, a disparidade física e psicológica fica evidente. “A disparidade no momento psicológico e no rendimento tático das duas equipes é gritante”, já havia apontado o Terra antes da bola rolar. Em campo, o quadro se confirma: o Operário empurra a Ponte para o próprio campo, acumula escanteios e finalizações, enquanto os visitantes se limitam a esticar bolas para Brandão.

O centroavante ponte-pretano, protagonista até então, vira vilão aos 38 minutos. Depois de falta dura em Vinicius Diniz, recebe o segundo cartão amarelo e é expulso, deixando a Ponte com um a menos no trecho decisivo da partida. A partir desse momento, o jogo vira ataque contra defesa.

Gol da virada e novos rumos na tabela

Com superioridade numérica, Luizinho Lopes solta ainda mais o time. Pablo se movimenta por todo o ataque, Boschilia passa a flutuar entre as linhas e Caio Dantas entra para ocupar a área. A Ponte recua de vez, tenta travar o jogo e aposta em ligações diretas sem sucesso.

Nos acréscimos, aos 45, o roteiro que parecia escrito antes da partida finalmente ganha forma. Boschilia recebe pela direita, levanta a cabeça e cruza fechado. A defesa campineira se enrola, a bola passa por todo mundo e sobra para Caio Dantas finalizar para o fundo da rede. O gol da virada transforma o Germano Krüger em festa e sela a vitória por 3 a 2.

O resultado leva o Operário aos 35 pontos, na vice-liderança, e amplia para seis jogos a sequência invicta. O Fantasma, que “conta com reforço da dupla, mas tem desfalque na lateral”, como destacara o ge ao falar do retorno de Pablo e Boschilia e da ausência de Mikael Doka, mostra capacidade de gestão de elenco e força de reação em noite de elenco completo no ataque.

Na outra ponta da tabela, a Ponte permanece em 19º lugar, com 8 pontos, ainda afundada na zona de rebaixamento. São agora oito derrotas consecutivas e 14 partidas sem vitória, números que traduzem um time sem confiança, frágil defensivamente e incapaz de sustentar vantagens mesmo em noites de algum brilho individual.

Pressão em Campinas, ambição em Ponta Grossa

O pós-jogo aponta para caminhos opostos. Em Ponta Grossa, a vitória reforça o discurso de continuidade e controle emocional. O clube colhe efeitos esportivos e econômicos da boa fase: estádio cheio, exposição maior e perspectiva concreta de atrair novos patrocinadores, embalado por uma campanha que supera o histórico recente do time na Série B.

Em Campinas, o clima é de urgência. O próximo compromisso, em casa, contra o Athletic, ganha status de jogo decisivo para qualquer pretensão de reação. O desempenho desta noite escancara problemas em série: sistema com três zagueiros vulnerável pelos lados, meio-campo incapaz de segurar a bola e ataque dependente de lampejos isolados. A expulsão de Brandão entra no pacote de questões disciplinares e de concentração.

A diretoria da Ponte convive agora com um dilema clássico: manter o trabalho de Márcio Zanardi em meio à turbulência ou promover mudança no comando técnico em busca de choque imediato no vestiário. A sequência negativa, aliada ao risco de queda de receita com resultados ruins e queda de público, pressiona por respostas rápidas no mercado e na gestão interna.

Na Série B, que tradicionalmente se decide nos detalhes, o Operário encerra o primeiro turno com moral alta e elenco confiante. O desafio passa a ser manter intensidade física e foco tático até as rodadas finais, sem perder o “controle do ritmo no Germano Krüger” que virou marca registrada do time em casa. A Ponte, por sua vez, entra no returno olhando mais para a zona de rebaixamento do que para qualquer outro horizonte. O tempo para reagir ainda existe, mas começa a encurtar de forma perigosa.

Onde assistir ao vivo Operário-PR x Ponte Preta?

A partida desta noite tem transmissão exclusiva pela ESPN e pelo serviço de streaming Disney+, com cobertura em tempo real em portais esportivos.

Qual o horário do jogo Operário-PR x Ponte Preta na Série B?

O duelo começa às 19h30, no horário de Brasília, no Estádio Germano Krüger, em Ponta Grossa, pela 19ª rodada da Série B.

Quais são as prováveis escalações de Operário-PR e Ponte Preta para o jogo?

Antes de a bola rolar, o Operário tinha como base Vagner; Maguinho, Cuenú, Miranda e Gabriel Feliciano; Matheus Trindade, Vinicius Diniz e Boschilia; Berto, Pablo e Aylon. A Ponte projetava Guilherme Viana; Lucas Cunha, Sergio Palacios e Márcio Silva; Júlio, André Lima ou Juan, Danilo Barcelos, Elvis e Kevyson; David da Hora e Miguel ou Brandão.

Como terminou o jogo entre Operário-PR e Ponte Preta?

O Operário-PR venceu a Ponte Preta por 3 a 2, de virada, após sair atrás duas vezes no placar e marcar o gol decisivo nos acréscimos do segundo tempo.

Por que a Ponte Preta chegou a oito derrotas seguidas na Série B?

A sequência negativa combina fragilidade defensiva, instabilidade emocional, dificuldade para segurar resultados e um ataque dependente de jogadas isoladas. A falta de confiança e a pressão crescente sobre elenco e comissão técnica agravam o cenário a cada rodada.


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