O Acre já acumula 265 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) nas primeiras semanas deste ano, além de duas mortes confirmadas em Feijó.
As vítimas, uma mulher de 59 anos e uma criança indígena de 6 anos, foram atendidas no início de janeiro e não resistiram a complicações provocadas por influenza A e rinovírus.
O cenário coloca o Acre entre os estados da Região Norte que apresentam crescimento nas ocorrências, em contraste com a tendência de queda observada em grande parte do país.
Segundo a Secretaria de Estado de Saúde (Sesacre), o total de registros até o último dia 8 representa um aumento expressivo em relação ao mesmo período de 2025, quando 133 casos haviam sido contabilizados.
Informações do Boletim InfoGripe, da Fiocruz, indicam que o avanço no estado tem sido impulsionado principalmente pela circulação da influenza A, que afeta jovens, adultos e idosos, além do vírus sincicial respiratório (VSR), com maior impacto em crianças pequenas.
Diante do aumento dos casos, especialistas reforçam a necessidade de atenção redobrada às medidas de prevenção, sobretudo em períodos de maior aglomeração.
A vacinação dos grupos prioritários, como idosos, indígenas, gestantes e pessoas com comorbidades, é apontada como fundamental para reduzir complicações.
A orientação também é que pessoas com sintomas gripais evitem eventos e busquem atendimento médico ao apresentar sinais de agravamento.