Em um encontro com empresários na última quarta-feira (11), o pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), utilizou a analogia de um “Opala velho” para descrever o presidente Lula (PT).
Flávio apresentou aos executivos uma agenda econômica pautada por cortes de gastos, redução de impostos, privatizações e uma abordagem “pragmática” nas relações exteriores.
Críticas ao governo atual
Ao criticar a gestão atual, Flávio Bolsonaro afirmou que o presidente Lula representaria um “produto vencido”. Ele elaborou a comparação, dizendo: “se comparar o Lula a um carro, ele é aquele Opala velhão, câmbio manual, já foi bonito, mas hoje não te leva a lugar nenhum e ainda bebe para caramba”.
Complementando a crítica, o senador acrescentou que “a gasolina que o presidente [Jair] Bolsonaro deixou no tanque do Brasil, o Lula já bebeu toda”.
Metas
Em relação a um eventual governo sob sua liderança, o senador prometeu um “tesouraço” para combater a burocracia, reduzir as despesas públicas e aliviar a carga tributária. Contudo, não foram detalhados quais gastos ou impostos seriam especificamente cortados.
Ele afirmou que programas sociais como o Bolsa Família seriam mantidos, afirmando: “Programas como o Bolsa Família serão mantidos enquanto as pessoas precisarem. Mas vamos mostrar, como o [ex-]presidente Jair Bolsonaro (PL) mostrou, que essas pessoas podem caminhar com as próprias pernas sem depender do Estado”.
A redução gradual da dependência da população em relação ao Estado foi apontada como uma das prioridades.
Alianças políticas
Flávio Bolsonaro ainda elogiou o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), mas desmentiu rumores de que teria convidado o governador para ser seu vice. “O Zema é um grande nome. Aproveito para desfazer a fake news de que ele negou ser meu vice. Não tive essa conversa com ele”, declarou.
Questionado sobre a escolha de seu nome por seu pai para a disputa presidencial, ele considerou a decisão “correta” e mencionou um crescimento nas pesquisas de intenção de voto.
O senador também negou quaisquer desavenças com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), dizendo : “da minha parte é desavença zero. Acho que teve um ruído no começo, mas agora a poeira já baixou”.
Ele informou que se reuniria com Tarcísio no dia seguinte para alinhar estratégias, prevendo uma atuação “complementar” de ambos na eleição.