Ministro da CGU diz que governo ampliou fiscalização de emendas e apurou R$ 13 bi em prejuízos

Foi citada operações recentes como a "Graco" e a "Corban"
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O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinícius Marques de Carvalho, participou do programa “Bom Dia, Ministro”, onde abordou as estratégias da pasta no combate à corrupção e na fiscalização de recursos públicos. A entrevista contou com a participação do Grupo Norte de Comunicação, que trouxe à tona questões específicas sobre a região amazônica.

Preocupações da Região Norte e as “Emendas PIX”

O ministro foi questionado sobre a efetividade da fiscalização em estados com menor estrutura administrativa e maior dificuldade logística, especialmente no que tange às chamadas “emendas PIX”.

Foi citada operações recentes como a “Graco” e a “Corban”, que investigam desvios de emendas parlamentares na região, levantando a questão de uma possível fragilidade na fiscalização local.

Resposta da CGU: análise de risco e aumento da detecção de fraudes

Vinícius de Carvalho reconheceu a importância da questão e destacou que a CGU realizou 70 auditorias em municípios e estados brasileiros no ano anterior, focadas na aplicação de recursos de emendas parlamentares. Ele explicou que a escolha dos municípios para auditoria é baseada em critérios de risco, incluindo a materialidade dos recursos alocados per capita.

O ministro enfatizou que a CGU tem se estruturado para apoiar todos os estados, realizando análises de risco que podem levar em consideração a capacidade de fiscalização de cada um. Ele ressaltou que, em muitas situações, as auditorias identificaram problemas que demandaram aprofundamento da investigação, resultando em operações conjuntas com a Polícia Federal.

Carvalho fez uma analogia para explicar o aumento na detecção de fraudes:

“O ano passado, nós instauramos outra ressonância, mais de duas, três ressonâncias magnéticas e conseguimos apurar muito mais coisa. Esse é o trabalho que a gente faz, esse é o trabalho que o governo do Brasil faz hoje, sob orientação do presidente Lula.”

Ele informou que, no ano passado, foram realizadas 76 operações em conjunto com a Polícia Federal, resultando na apuração de R$ 13 bilhões em prejuízos, um valor significativamente maior do que a média de R$ 400 milhões identificada em anos anteriores.

Segundo o ministro, isso não significa que a corrupção aumentou, mas sim que a capacidade de detecção e combate a ela foi aprimorada.

Compromisso com a transparência e o combate à corrupção

O ministro reforçou o compromisso do governo em dificultar a ação de quem tenta fraudar o sistema e garantir que os recursos públicos cheguem ao seu destino. A participação do Grupo Norte de Comunicação na entrevista sublinha a relevância de um debate abrangente e regionalizado sobre a gestão e fiscalização dos recursos públicos no Brasil.

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