A mansão onde Ximbinha vivia em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém, volta ao centro da disputa entre o guitarrista e a cantora Joelma. Após rumores de que o imóvel teria sido perdido para um agiota por dívidas, a defesa da artista e a assessoria do músico entram em campo para negar a versão e esclarecer a situação jurídica da propriedade de luxo no Condomínio Lago Azul.
Nota de Joelma confronta boatos e detalha copropriedade
A equipe jurídica de Joelma decide tornar público o que, até aqui, circula apenas nos autos do processo de partilha de bens. Em nota enviada à imprensa, os advogados Thiago de Sousa Bezerra, Sergio Americo Bellangero e Igor Daniel Petters Duarte afirmam que a mansão integra o patrimônio construído durante o casamento, que durou 18 anos, e pertence aos dois ex-cônjuges.

Os defensores lembram que uma decisão judicial, publicada em 27 de setembro de 2022, reconhece formalmente a copropriedade do imóvel. Na prática, isso significa que Ximbinha não pode agir sozinho em qualquer transação envolvendo a casa, seja venda, locação ou garantia em empréstimo.
“Qualquer negociação referente a esse imóvel, bem como a qualquer outro bem integrante do patrimônio constituído durante o matrimônio, poderá ser anulada por decisão judicial, sem prejuízo da responsabilização judicial dos envolvidos pelos danos eventualmente causados à proprietária”, diz a nota assinada pela defesa de Joelma.
Os advogados também fazem um alerta direto a interessados em mansões de luxo e outros imóveis de alto padrão envolvidos em processos de divórcio. A orientação é que ninguém feche negócio sem checar, antes, a matrícula no cartório de registro de imóveis. Segundo eles, quem compra um bem que ainda está em partilha corre o risco de não conseguir registrar a propriedade e até de perder o dinheiro investido.
Assessoria de Ximbinha fala em fake news e estabilidade financeira
Os boatos ganham força nas redes sociais depois que o jornalista Felipeh Campos divulga a versão de que Ximbinha teria perdido a mansão em Ananindeua para um agiota, por causa de dívidas. A repercussão atinge em cheio a imagem do músico, que constrói carreira nacional ao lado de Joelma no antigo Calypso e, desde a separação, tenta se firmar com novos projetos.
Pressionada pelas mensagens de fãs e pela curiosidade em torno da casa, a assessoria de Ximbinha reage e desmente a narrativa. Em comunicado, classifica a história como falsa e reforça que não há perda de patrimônio por endividamento.

“A informação de que Ximbinha teria perdido uma mansão em decorrência de dívidas é absolutamente inverídica”, afirma a equipe do guitarrista. A nota acrescenta que a mudança de endereço da família é planejada e nasce de uma decisão pessoal, sem relação com problemas financeiros.
O esforço é conter o dano reputacional em um momento em que a exposição da vida privada pesa tanto quanto a agenda de shows. Ao negar qualquer crise de dinheiro, o entorno do artista tenta afastar o rótulo de celebridade endividada, comum em histórias de ex-integrantes de bandas de grande sucesso.
Mansão, disputa e mercado imobiliário em alerta
A casa em Ananindeua, cercada por muros altos e construída em condomínio fechado, se torna símbolo de um casamento que acaba em ruptura pública e processos longos. Desde a separação, anunciada em meio a grande desgaste, Joelma e Ximbinha seguem em conflito na Justiça pela divisão do patrimônio que acumularam na fase de auge da banda.
O esclarecimento da defesa da cantora vai além da disputa pessoal. Ao reforçar que nenhuma transação é válida sem o aval de ambos, os advogados acendem um sinal amarelo para o mercado imobiliário local. Potenciais compradores, corretores e intermediários que vejam uma mansão de rico, bem avaliada e aparentemente bem documentada, precisam agora redobrar a cautela.

Na prática, qualquer contrato de compra e venda, locação ou promessa de cessão que ignore a copropriedade corre o risco de ser derrubado no Judiciário. Além da perda do negócio, há a possibilidade de indenizações a quem se considerar lesado, como destaca a própria defesa da artista ao falar em “responsabilização judicial dos envolvidos”.
No entorno do Condomínio Lago Azul, a história desperta comentários e curiosidade sobre o futuro da residência. Não há confirmação de que a mansão esteja oficialmente à venda, e nenhuma das partes anuncia plano concreto para se desfazer do imóvel. Enquanto isso, o bem segue vinculado ao processo de partilha, em um impasse que interessa tanto à Justiça quanto a quem enxerga ali uma possível oportunidade imobiliária.
Rumores persistem, mas disputa continua nos tribunais
Cada movimento de Joelma e Ximbinha ainda desperta forte atenção do público. A cantora segue em turnê, faz apresentações em festivais pelo interior do Pará e mantém boa visibilidade. O ex-marido, por sua vez, tenta reorganizar a vida artística em meio às mudanças familiares e à saída da mansão que ocupava em Ananindeua.
A polêmica atual mostra como a combinação de boatos e patrimônio de alto valor pode criar um ambiente de incerteza. De um lado, uma defesa que precisa reiterar, em termos jurídicos, o que já está escrito em sentença. De outro, uma assessoria que corre para blindar a imagem de seu cliente de narrativas de falência.
O desenrolar da partilha tende a seguir um ritmo próprio, determinado por prazos processuais e eventuais recursos. Enquanto isso, qualquer interessado em negociar a mansão precisa se preparar para enfrentar não apenas uma vistoria técnica, mas também uma checagem minuciosa de documentos, decisões judiciais e autorizações expressas dos dois coproprietários.
Seja qual for o destino do imóvel em Ananindeua, o caso serve de alerta. Em tempos de exposição instantânea e rumores virais, a pressa para fechar negócio com uma mansão de luxo pode custar caro quando a porta de entrada ainda passa pela Vara de Família.