Pesquisa mede chances de Sergio Moro na disputa pelo governo do Paraná

Instituto Real Time Big Data realiza levantamento com 1.600 eleitores para analisar cenário político no Paraná.
Redação NC News
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O instituto Real Time Big Data começa a medir hoje a disputa pelo governo do Paraná em 2026, em uma pesquisa que coloca Sergio Moro (PL), Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) no centro do tabuleiro político estadual.

O Real Time Big Data inicia nesta quarta-feira (13) uma nova pesquisa sobre a corrida pelo governo do Paraná em 2026, com Sergio Moro, Requião Filho e Sandro Alex entre os principais nomes avaliados.

O levantamento também testa a corrida pelas duas vagas do Paraná no Senado e a avaliação do governador Ratinho Junior, em um movimento que antecipa debates e alianças para a próxima eleição.

Levantamento mira governo, Senado e avaliação de Ratinho

O Real Time Big Data informa que “o levantamento ouvirá 1.600 eleitores paranaenses até segunda-feira, 17”, cobrindo diferentes regiões do Estado. A divulgação dos resultados está prevista para a terça-feira seguinte, 18 de agosto, quando o cenário eleitoral ganha contornos mais nítidos.

A pesquisa avalia a intenção de voto para o governo em cenários de primeiro e segundo turno, a rejeição dos nomes testados e o chamado potencial de voto. A soma desse conjunto de dados ajuda a identificar quais candidaturas têm espaço para crescer e quais enfrentam barreiras mais sólidas junto ao eleitorado.

No plano legislativo, o instituto mede a preferência para as duas cadeiras do Paraná no Senado que estarão em disputa. A presença de figuras ligadas a campos ideológicos distintos, como Gleisi (PT), Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), indica um embate que tende a refletir a polarização nacional.

A pesquisa também avalia a disputa pelas duas vagas ao Senado pelo Paraná, com nomes de diferentes correntes políticas, como Gleisi Hoffmann, Deltan Dallagnol e Filipe Barros.

Oito nomes para o governo e disputa fragmentada ao Senado

No cenário estimulado de primeiro turno para o governo estadual, o questionário apresenta oito candidaturas: Adriano Teixeira (PCO), Alexandre Salomão (Mobiliza), Luiz França (Missão), Requião Filho (PDT), Samuel de Mattos (PSTU), Sandro Alex (PSD), Sergio Moro (PL) e Tayná Miessa (UP). A lista combina políticos tradicionais e nomes associados a legendas menores, o que pode fragmentar o voto e empurrar a definição para o segundo turno.

Além dos cenários com nomes exibidos ao entrevistado, a pesquisa traz uma pergunta espontânea. Nela, o eleitor diz livremente em quem pretende votar para governador, sem receber opções. Essa diferença entre voto espontâneo e estimulado costuma mostrar o quanto cada candidato já está consolidado na memória do público.

O instituto também testa três confrontos de eventual segundo turno: Sergio Moro contra Requião Filho, Moro contra Sandro Alex e Requião Filho contra Sandro Alex. O desempenho em duelos diretos ajuda partidos a decidir quem deve ser mantido na cabeça de chapa e quem pode ser negociado em alianças.

Metodologia combina telefone, internet e uso de IA

O Real Time Big Data realiza a pesquisa com uma combinação de abordagens telefônicas e digitais, usando entrevistadores humanos e recursos de inteligência artificial. A estratégia busca alcançar tanto eleitores conectados quanto aqueles que ainda dependem do telefone tradicional.

Em nota, o instituto afirma que “a amostra foi desenhada para representar o eleitorado do Paraná e considera critérios de gênero, faixa etária, escolaridade e renda”. O desenho amostral tenta refletir com precisão a diversidade do Estado, da capital ao interior.

O instituto informa ainda que “o nível de confiança estimado é de 95%, com margem de erro máxima de aproximadamente dois pontos percentuais para mais ou para menos”. Na prática, isso significa que, a cada 100 pesquisas com o mesmo método, 95 tenderiam a repetir resultados próximos aos obtidos agora.

Rejeição, potencial de voto e impacto para 2026

O questionário não se limita a perguntar em quem o eleitor votaria. O Real Time Big Data também quer saber em quem o paranaense não votaria de jeito nenhum e quais nomes são vistos como possibilidade. Os entrevistados poderão dizer se votariam com certeza, se consideram o candidato uma opção, se o conhecem e rejeitam ou se ainda não têm informação suficiente.

Esses dados de rejeição e potencial de voto funcionam como bússola para partidos e pré-candidatos. Um nome bem posicionado, mas com rejeição alta, tende a encontrar limite de crescimento. Outros, com intenção de voto menor, mas baixa rejeição e alto potencial, podem virar aposta para campanhas de médio prazo.

No Senado, a lista inclui Alexandre Curi (Republicanos), Cristina Graeml (PSD), Deltan Dallagnol (Novo), Dr. Rosinha (PT), Filipe Barros (PL), Gleisi (PT), Joaquim do MLB (UP), Karen Guerreiro (Missão) e Marcelo Marcelino (PCO). A multiplicidade de perfis indica que a disputa deve ser pulverizada, o que abre espaço para surpresas até a reta final.

A pesquisa ainda mede a aprovação e a avaliação do desempenho do governador Ratinho Junior. Esses números podem influenciar diretamente a eleição estadual, seja impulsionando candidatos apoiados pelo governo, seja alimentando adversários que pretendem se apresentar como alternativa ao atual grupo no poder.

Estratégias em jogo e próximos movimentos

Os primeiros a reagir ao levantamento serão os partidos mais diretamente envolvidos na disputa pelo governo: PL, PDT e PSD. Os dados vão orientar decisões sobre alianças, formação de chapas e até eventuais recuos de candidaturas com baixo desempenho.

Candidatos que aparecerem atrás do pelotão de frente podem tentar se reposicionar, buscando novos palanques regionais ou reforçando presença em segmentos específicos, como juventude, mulheres ou evangélicos. Quem liderar tende a usar a pesquisa como vitrine para atrair apoios e fechar acordos locais.

A divulgação dos resultados, prevista para 18 de agosto, deve marcar um ponto de inflexão no debate político do Paraná. A partir daí, outras empresas podem entrar em campo, ampliando o monitoramento das intenções de voto até a eleição de 2026 e pressionando os atores políticos a ajustar o rumo com mais frequência.

No curto prazo, a pesquisa do Real Time Big Data não apenas mede o humor do eleitor, mas ajuda a moldá-lo. As próximas semanas vão mostrar se os números confirmam favoritismos já esperados ou se abrem espaço para novos protagonistas na corrida pelo Palácio Iguaçu e pelas cadeiras do Senado.

 

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