Lula avalia recuo de Trump nas tarifas e diz que Brasil agiu com prudência

A manifestação ocorreu durante entrevista concedida ao fim da agenda oficial em Nova Délhi
Redação NC News
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo (22) que o governo brasileiro adotou a estratégia correta diante das mudanças nas tarifas impostas pelos Estados Unidos. A manifestação ocorreu durante entrevista concedida ao fim da agenda oficial em Nova Délhi.

Segundo Lula, a decisão de não reagir de forma imediata às taxações evitou medidas precipitadas em um cenário de instabilidade comercial.

Decisão da Justiça americana muda cenário

Na sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos suspendeu tarifas mais elevadas que haviam sido determinadas anteriormente. Em resposta, o presidente Donald Trump editou novo decreto fixando a alíquota global em 15%.

Lula optou por não comentar o teor da decisão judicial. Ele ressaltou que não cabe ao Brasil avaliar decisões internas de outro país.

Redução para 15% é vista como alívio internacional

Para o governo brasileiro, a nova alíquota representa uma diminuição relevante em relação aos percentuais mais altos anunciados anteriormente, que chegavam a 40% e 50% em alguns casos.

O presidente avaliou que o novo patamar tende a reduzir tensões comerciais globais, ainda que o ambiente siga sujeito a recursos e novas decisões judiciais nos Estados Unidos.

Encontro com Trump deve tratar de relação bilateral

Lula informou que pretende discutir o tema diretamente com Trump em reunião prevista para a segunda quinzena de março. A expectativa do Planalto é restabelecer estabilidade nas relações entre Brasil e Estados Unidos.

O presidente também indicou que eventuais tarifas sobre produtos brasileiros podem gerar impacto inflacionário dentro do próprio mercado americano.

Críticas à forma de anúncio das tarifas

Durante a entrevista, Lula questionou o modelo adotado para divulgar as medidas comerciais, afirmando que decisões dessa magnitude costumam envolver diálogo entre áreas econômicas e diplomáticas.

Ele acrescentou que, na conversa com o governo americano, pretende debater o papel dos Estados Unidos na América do Sul e defender relações baseadas em cooperação, não em ameaças.

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