Dos casarões antigos e dos chalés que serviam de infraestrutura para a produção ‘Amazônia: de Galvez a Chico Mendes’ e, posteriormente, hospedagem, quase nada restou. O único ponto que permanece de pé é a igreja, que se encontra sob a responsabilidade da Igreja Católica.

O tema do abandono do patrimônio ganhou novo destaque após a visita do vereador João Paulo ao local. O parlamentar constatou a triste realidade: o que fora um atrativo turístico de valor inestimável para a história regional está praticamente destruído.
Em um depoimento sobre a visita ao que se tornou o sítio histórico do Quixadá, o vereador expressou sua indignação e preocupação.
“Tivemos no sítio histórico do Quixadá, fica no final da Estrada do Quixadá, onde foi gravado, ‘Amazônia: de Galvez a Chico Mendes’… e infelizmente o espaço foi totalmente deteriorado, destruído. O local se perdeu, não tem investimento de nenhum nível de governo, de prefeitura.”
O vereador ressaltou que a degradação não é apenas a perda de um cenário, mas sim o apagamento de uma parte da história de Rio Branco e do estado do Acre.

Impacto na Economia Local
Além do valor histórico e cultural, o abandono do local também causou um impacto direto na fonte de renda da comunidade. João Paulo destacou que o espaço, quando ativo, gerava oportunidades econômicas para moradores da região.
“Lembrando que um povo, uma população, ele tem que projetar o seu futuro, mas também ele não pode esquecer do seu passado. A história é vida, né? E história também representa empregabilidade, emprego e renda.”

Ele relatou ter conversado com pessoas que dependiam do fluxo de visitantes para o sustento. “Eu vi aquelas pessoas e vi que elas tinham ali, ao final de semana elas vendiam almoço, vendiam refrigerante, vendiam água. Elas falaram para mim que era uma forma delas também sobreviver, economicamente falando, e hoje tudo aquilo se perdeu.”
O vereador agora busca mobilizar as autoridades competentes. “Estou gerando relatórios, vou sentar com os secretários de turismo das partes, tanto do estado quanto da prefeitura, com as fundações de cultura, para a gente ver qual é a perspectiva de melhoramento dos nossos espaços turísticos.”