A Justiça do Espírito Santo manteve, nesta terça-feira (24), a prisão preventiva do soldado da Polícia Militar Marcelo Ramos Araújo, de 32 anos, acusado de agredir a companheira — que também é integrante da corporação — e resistir à abordagem policial após o episódio, ocorrido durante a madrugada de sábado (21) em Vitória. A decisão da magistrada, proferida em audiência de custódia, considerou o histórico de violência do investigado e a necessidade de resguardar a integridade física da vítima.
O suspeito, foi preso em flagrante após uma discussão que evoluiu para agressões físicas dentro de um estacionamento, motivada por desentendimento após participação em evento de Carnaval. Testemunhas relataram que a vítima foi retirada à força do veículo, sofreu quedas e foi atingida com golpes antes de terceiros intervirem e a polícia ser acionada.
Durante a tentativa de prisão, o homem teria resistido, desobedecendo ordens e agredindo outros policiais presentes. Relatos presentes no boletim de ocorrência descrevem empurrões e resistência física, além de injúrias e ameaças dirigidas tanto à vítima quanto aos agentes que atuaram na contenção.
Na decisão que manteve a prisão preventiva, a juíza ressaltou que a liberdade provisória do investigado poderia representar risco à integridade física e psicológica da vítima, citando ainda as circunstâncias e gravidade dos fatos narrados nos autos.
O episódio gerou repercussão entre autoridades estaduais, que classificaram as agressões como inaceitáveis e determinaram investigação rigorosa pela Corregedoria da Polícia Militar. Autoridades ressaltaram que a legislação deve ser cumprida sem tolerância a atos de violência, inclusive quando praticados por agentes públicos.
A defesa do investigado ainda não se manifestou oficialmente sobre a decisão, e o caso continua sob investigação da Polícia Civil, com relato de lesão corporal, injúria, ameaça e demais tipificações cabíveis em crimes de violência doméstica.