O deputado Paulo Azi (União-BA) foi designado como relator, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6×1.
A escolha, no entanto, é vista com controvérsia, uma vez que o União Brasil, partido de Azi, já manifestou publicamente a intenção de “enterrar” a proposta. Essa posição foi reforçada pelo presidente do partido, Antonio Rueda, em um evento com empresários em São Paulo.
A decisão de Hugo Motta (Republicanos-PB), presidente da Câmara, de conceder a relatoria a um membro do União Brasil contraria o discurso anterior de Motta, que se mostrava favorável à aprovação do fim da escala 6×1.
A expectativa era que a indicação de Azi ocorresse mais cedo, mas a declaração de Rueda gerou repercussão negativa entre os defensores do projeto, atrasando o processo.
PL também bloqueia
Além do União Brasil, o Partido Liberal (PL), liderado por Valdemar Costa Neto, também se posicionou contra a PEC. Ambos os presidentes, Valdemar e Rueda, afirmaram que trabalharão para barrar a proposta já na CCJ, evitando que o tema avance para o Plenário. Eles argumentam que o fim da escala 6×1 prejudicará a economia e elevará a inflação
Os dirigentes partidários reconhecem, contudo, a dificuldade para os congressistas que buscam a reeleição votarem contra uma medida com apelo popular.
Rueda classificou a proposta como “muito danosa para a economia e o setor produtivo” e um “desatino” que fará o consumidor pagar a conta com a inflação.
*Com informações de UOL e Valor Econômico