Entre críticas ao PT e defesa de Bolsonaro, Tarcísio se posiciona para o debate de 2026

Mesmo cotado, governador de São Paulo diz que não busca protagonismo e defende decisões coletivas na centro-direita.
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a criticar o PT e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro durante participação em um evento fechado na última quarta-feira (26).

Ao longo de um discurso que ultrapassou uma hora, Tarcísio reafirmou que pretende seguir atuando na política sem buscar protagonismo individual.

Ele defendeu a união da centro-direita e cobrou que Bolsonaro receba um “tratamento humano” enquanto cumpre pena em regime fechado.

“Cada um tem um papel, tem uma missão. Quero cumprir bem a minha aqui e fazer parte de um time, não importa a posição que eu vou jogar”, afirmou.

“Eu não preciso necessariamente ser um protagonista. Quero ajudar, contribuir, porque, se a gente não contribui, vamos ter frustração.”

O governador voltou a mirar o governo federal ao criticar o que chamou de “esse país do PT”. Disse ainda que “o Brasil é muito maior do que isso” e afirmou que há um sentimento compartilhado entre governadores de que “é preciso salvar o Brasil” e “recuperá-lo”.

União da centro-direita e cenário para 2026

Ao ser questionado sobre as eleições do próximo ano, Tarcísio reiterou que não tem pressa para definir seu papel na disputa e indicou que a decisão deve ser tomada de forma coletiva dentro do campo conservador.

“Acho que o pessoal está muito ansioso. Temos tempo”, declarou. “Essas peças já estão sendo montadas. Tenho respeito pela liderança que o Bolsonaro construiu. Contar com esse capital político vai ser importante.”

Segundo ele, a definição pode ocorrer apenas no início de 2026: “pode ser janeiro, fevereiro, março. Vai dar tempo.”

Críticas à prisão de Bolsonaro

Tarcísio também abordou a situação de Bolsonaro, preso em regime fechado após o trânsito em julgado de suas condenações.

“É esse o tratamento que a gente vai dar para uma pessoa de 70 anos, que foi presidente da República e teve 60 milhões de votos?”, questionou.

Ele comparou o caso a situações em que condenados obtiveram prisão domiciliar e sugeriu que manter o ex-presidente na cadeia representa um risco desnecessário. “Vale a pena tomar esse risco e deixar o Bolsonaro numa prisão para que aconteça alguma coisa?”, disse.

Privatizações e recados ao governo Lula

Durante o evento, o governador voltou a defender privatizações e concessões realizadas em sua gestão, afirmando que “o setor privado faz quase tudo melhor que o Estado”.

Ele também criticou a atuação do governo federal nas áreas econômica e de segurança pública, temas que, segundo ele, devem orientar sua participação no debate nacional rumo a 2026, independentemente do cargo que eventualmente dispute.

Carregar Comentários