Irã recebe mensagens de vizinhos em busca de novos acordos após ameaças de Trump

Declaração ocorre em meio ao aumento da pressão dos Estados Unidos e à ameaça de novas sanções contra países que mantêm relações comerciais com Teerã
Redação NC News
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O Irã afirma ter recebido mensagens de vários países vizinhos interessados em criar novos acordos de segurança e ampliar a cooperação econômica na região.

A informação foi divulgada neste sábado (22) por Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano e principal negociador do país nas conversas indiretas com os Estados Unidos. Segundo ele, as mensagens indicam uma busca por novas formas de organização regional em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio.

Irã busca aproximação com países vizinhos

Ghalibaf afirmou que os contatos recebidos por Teerã tratam não apenas de segurança, mas também de cooperação econômica.

A declaração aponta para uma tentativa do governo iraniano de fortalecer relações com países da região em um momento de forte pressão internacional.

Segundo o parlamentar, os países vizinhos estariam avaliando a necessidade de criar uma estrutura de segurança mais independente das potências externas.

Pressão dos Estados Unidos aumenta

A movimentação ocorre enquanto os Estados Unidos ameaçam ampliar a pressão econômica sobre o Irã.

O governo americano anunciou que pretende apresentar novas sanções contra Teerã na segunda-feira (24). A medida também pode atingir países que continuarem mantendo relações comerciais com os iranianos.

O presidente Donald Trump tem pressionado outros governos a interromper relações econômicas com o Irã, enquanto Teerã acusa Washington de tentar impor sua política sobre países independentes.

Ghalibaf afirmou que a experiência recente teria mostrado aos países da região a necessidade de buscar um modelo próprio de segurança, sem depender dos Estados Unidos.

Estreito de Ormuz está no centro da tensão

A disputa também envolve o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas para o transporte mundial de petróleo.

O conflito entre Estados Unidos e Irã praticamente interrompeu o tráfego de grandes navios de petróleo pela passagem estratégica. Segundo dados citados pela Reuters, apenas poucos navios comerciais conseguiram atravessar o estreito recentemente.

A situação aumenta a pressão sobre os países do Golfo, que dependem da região para o comércio de energia e também mantêm relações econômicas importantes com o Irã.

Crise também pesa sobre a economia iraniana

Enquanto o governo iraniano mantém o discurso de resistência, a pressão econômica cresce.

Ghalibaf já reconheceu que a força militar não é suficiente para garantir a sobrevivência do país e defendeu a recuperação da economia, o crescimento da produção nacional e a manutenção da circulação financeira.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também tem defendido uma saída diplomática para o conflito, sinalizando uma diferença de posicionamento em relação a setores mais duros do governo.

O que acontece agora?

A aproximação anunciada por Ghalibaf pode representar uma tentativa de Teerã de reduzir o isolamento internacional e ampliar suas relações com os países vizinhos.

Ainda não está claro quais governos enviaram as mensagens ou se os contatos resultarão em acordos concretos.

A movimentação acontece em um momento delicado, com novas sanções americanas previstas, dificuldades para retomar as negociações de paz e o comércio pelo Estreito de Ormuz ainda severamente prejudicado.

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