Um policial civil foi preso neste sábado (22), em São Paulo, sob suspeita de dar apoio a um sequestro ocorrido na zona leste da capital. Milton Massaru Nakayama, conhecido como “Japa”, é lotado no 65º Distrito Policial, em Artur Alvim, mesma região onde ocorreu o crime.
Segundo a investigação da Corregedoria-Geral da Polícia Civil, ele teria ajudado o também policial civil Rafael Juergen Shult, que está foragido e é investigado por supostamente liderar um grupo armado com atuação nas zonas leste e oeste de São Paulo.
O caso ganhou novos contornos porque, de acordo com a apuração, uma viatura falsa teria sido usada na abordagem da vítima.
O QUE A POLÍCIA INVESTIGA?
O sequestro aconteceu no último dia 12, na zona leste de São Paulo. A vítima seria um homem de 34 anos, apontado como suposto criminoso.
A suspeita é que Nakayama tenha dado cobertura à ação comandada por Shult. O policial que seria o líder do grupo está foragido da Justiça.
A Corregedoria abriu uma operação para investigar a atuação do grupo e cumpriu, neste sábado, mandados de prisão, busca e apreensão. Uma segunda viatura falsa também foi localizada durante a operação.
A VIATURA FALSA
Um dos pontos que chamam atenção na investigação é justamente o uso de um veículo que aparentava ser uma viatura policial. Segundo a apuração, o automóvel já foi apreendido pelas autoridades.
Durante a operação deste sábado, os investigadores encontraram uma segunda viatura falsa, aumentando a suspeita de que os veículos poderiam ser utilizados em outras abordagens ilegais. A descoberta agora deve ajudar a Corregedoria a entender como funcionava a estrutura investigada.
QUEM É O POLICIAL PRESO?
Milton Massaru Nakayama, o “Japa”, trabalhava no 65º DP, em Artur Alvim. A unidade policial fica justamente na região onde ocorreu o sequestro investigado.
De acordo com a reportagem, a defesa de Nakayama não havia sido localizada até a publicação. O espaço permanece aberto para manifestação. É importante destacar que ele foi preso sob suspeita e que a investigação ainda está em andamento.
OUTRO POLICIAL ESTÁ FORAGIDO
Rafael Juergen Shult é apontado pela investigação como possível líder do grupo armado.
Além do caso envolvendo o homem de 34 anos, ele também é investigado por outro sequestro.
Nesse episódio, segundo a apuração, um comerciante, a esposa e duas crianças teriam sido levados.
Após libertar as vítimas, Shult teria tentado extorquir R$ 100 mil do comerciante. Mensagens de texto fazem parte das evidências mencionadas na investigação
OPERAÇÃO AINDA ESTÁ EM ANDAMENTO
A ação deste sábado foi conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Civil e ainda estava em andamento quando a reportagem foi publicada.
Além da prisão de Nakayama, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão.
O caso corre sob sigilo, e novos detalhes podem surgir a partir da análise do material apreendido.
A investigação deverá tentar esclarecer principalmente qual era exatamente a função do policial preso dentro do grupo e se outros agentes ou criminosos participaram das ações.
O QUE ACONTECE AGORA?
Com a prisão de Nakayama e a apreensão de veículos e outros materiais, a Corregedoria deve aprofundar a investigação.
A análise das provas pode ajudar a identificar outros integrantes do grupo e esclarecer se as viaturas falsas foram utilizadas em outras abordagens.
Rafael Shult continua sendo procurado. Até o momento, as informações disponíveis tratam de suspeitas investigadas pela polícia, e não de condenações definitivas.
ENTENDA O CONTEXTO
A Corregedoria da Polícia Civil investiga a participação de policiais em ações criminosas que teriam usado estrutura semelhante à policial para abordar vítimas.
No caso mais recente, Milton Massaru Nakayama foi preso sob suspeita de dar apoio a Rafael Juergen Shult em um sequestro ocorrido na zona leste de São Paulo.
Shult está foragido e também é investigado por outro rapto, envolvendo um comerciante, a mulher dele e duas crianças. Nesse caso, a investigação aponta uma tentativa de extorsão de R$ 100 mil.
A operação ainda está em andamento e ocorre sob sigilo. Por isso, a extensão da participação de cada suspeito ainda precisa ser esclarecida pela investigação e pela Justiça.