MPE tenta barrar candidatura de político preso em SP

Emerson Rocha, do Podemos, foi preso sob suspeita de lavar dinheiro para o PCC; Ministério Público Eleitoral pediu impugnação do registro.
Redação NC News
ouça este conteúdo
00:00 / 00:00
1x

O Ministério Público Eleitoral de São Paulo pediu a impugnação da candidatura de Emerson Rocha, do Podemos, que disputa uma vaga de deputado estadual na Assembleia Legislativa.

O pedido acontece poucos dias depois de Rocha ser preso na Operação Cátaros, investigação que apura um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital, o PCC. A prisão foi mantida após audiência de custódia.

CANDIDATURA SOB QUESTIONAMENTO

Na ação apresentada à Justiça Eleitoral, o MPE cita a prisão de Emerson Rocha e também aponta problemas na documentação apresentada pelo candidato.

Segundo a Procuradoria, Rocha não apresentou certidões da Justiça Estadual de primeiro e segundo graus. O órgão afirma que a ausência desses documentos, por si só, já seria suficiente para questionar o registro.

Além disso, o Ministério Público menciona processos relacionados a crimes graves, incluindo uma ação por homicídio qualificado.

SUSPEITA DE LIGAÇÃO COM O PCC

A prisão de Emerson Rocha ocorreu durante a Operação Cátaros, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro para o PCC.

Na ação que tenta barrar a candidatura, o MPE afirma haver “sólidos elementos de convicção sobre a participação de Emerson nas atividades do crime organizado”.

A Procuradoria também argumenta que uma candidatura supostamente vinculada a estruturas criminosas poderia comprometer princípios como moralidade e probidade administrativa.

HISTÓRICO NA JUSTIÇA

Segundo o Metrópoles, Emerson Rocha também já respondeu a processos relacionados a crimes violentos.

Em 2008, ele foi condenado por tentativa de homicídio, por um crime ocorrido em 1998. A pena acabou sendo posteriormente atingida pela prescrição da pretensão executória, e ele não chegou a cumpri-la.

Em julho deste ano, a defesa apresentou um novo pedido de habeas corpus para tentar afastar efeitos da condenação, incluindo a possível inelegibilidade pela Lei da Ficha Limpa. O pedido liminar foi negado.

O QUE A JUSTIÇA VAI DECIDIR?

O pedido do Ministério Público ainda será analisado pela Justiça Eleitoral. Portanto, a candidatura de Emerson Rocha não foi definitivamente barrada. O que existe neste momento é uma ação de impugnação apresentada pelo MPE.

A decisão caberá à Justiça Eleitoral, que deverá avaliar os argumentos apresentados pela Procuradoria e a situação jurídica do candidato.

ENTENDA O CONTEXTO

Emerson Rocha é candidato a deputado estadual pelo Podemos em São Paulo e, segundo o Metrópoles, tinha forte influência política em Cotia, na Grande São Paulo.

Mesmo sendo sua primeira eleição, ele já havia construído alianças políticas na região e fazia campanha em parceria com nomes de diferentes partidos. O Podemos considerava Rocha um candidato competitivo para chegar à Assembleia Legislativa.

A situação mudou após sua prisão na Operação Cátaros, que investiga suspeitas de lavagem de dinheiro para o PCC.

Agora, o Ministério Público Eleitoral tenta impedir que ele dispute a eleição. O caso faz parte de uma preocupação mais ampla do MPE com a possível infiltração de organizações criminosas nas eleições de 2026.

 

Carregar Comentários