O aiatolá Alireza Arafi foi escolhido neste domingo (1º) como líder supremo interino do Irã, após a morte do aiatolá Ali Khamenei.
A decisão foi anunciada por agências estatais iranianas e coloca o representante à frente do processo político e religioso do país até que um novo líder permanente seja definido.
Arafi passa a integrar e comandar o Conselho de Liderança temporário, órgão responsável por assumir as funções do cargo mais poderoso da República Islâmica.
No sistema político iraniano, o líder supremo concentra grande parte da autoridade do país, influenciando decisões estratégicas do governo, das Forças Armadas e das instituições religiosas.
Aos 67 anos, Arafi é considerado uma figura discreta dentro da política iraniana. Clérigo influente nos meios religiosos, ele já atuava como vice-presidente da Assembleia de Peritos e também foi membro do Conselho dos Guardiões, instituição responsável por avaliar candidatos a cargos públicos e revisar leis aprovadas pelo parlamento.
No comando interino, ele atuará ao lado do presidente Masoud Pezeshkian e do chefe do Judiciário Gholamhossein Mohseni Ejei.
O grupo deverá conduzir o país enquanto a Assembleia de Peritos decide quem ocupará definitivamente o posto de líder supremo. Segundo o chanceler Abbas Araqchi, a escolha pode ocorrer em poucos dias.
Apesar de próximo de Khamenei, Arafi não é visto como um dos nomes mais poderosos do regime, o que torna seu papel neste momento ainda mais observado.
Ele também chefia o sistema de seminários religiosos do país e já participou de agendas internacionais, incluindo um encontro com o papa Francisco no Vaticano.

Desde a revolução que derrubou Mohammad Reza Pahlavi em 1979, apenas dois líderes ocuparam permanentemente o posto máximo do Irã.