Um incêndio de grandes proporções atingiu, na manhã desta quarta-feira (26), a ala destinada a recém-nascidos do Pakistan Institute of Medical Sciences (PIMS), um dos principais hospitais públicos de Islamabad, capital do Paquistão. A tragédia deixou 14 bebês mortos, segundo autoridades e a direção da unidade.
O incêndio começou por volta das 7h, horário local, no terceiro andar do hospital, onde funciona a ala de saúde materna e infantil. De acordo com o ministro da Saúde, Mustafa Kamal, o fogo teria começado após uma explosão em um aparelho de ar-condicionado. A grande concentração de oxigênio existente na área teria contribuído para a rápida propagação das chamas.

Resgate aconteceu em meio a muita fumaça
As imagens divulgadas após o incêndio mostram equipes de emergência utilizando escadas para alcançar o terceiro andar e retirar pessoas da área atingida. Janelas foram quebradas durante a operação de resgate, enquanto familiares aguardavam do lado de fora em busca de informações sobre os recém-nascidos.
A ala atingida foi isolada depois que o fogo foi controlado. Segundo autoridades locais, o restante do hospital não foi afetado pelas chamas e não houve registro de outras mortes na unidade.
Familiares dos bebês mortos se reuniram do lado de fora do hospital em meio à comoção. Alguns parentes também questionaram as condições de segurança do local e a existência de equipamentos adequados para combater incêndios.
Governo determina investigação imediata
O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, determinou uma investigação para esclarecer as causas do incêndio e verificar como ocorreu a resposta à emergência.
O governo também afastou o secretário de Saúde, Aslam Ghauri, após a tragédia. Uma comissão de investigação foi formada para analisar as circunstâncias do incêndio e deverá apresentar um relatório preliminar em até 24 horas.
Entre os pontos que serão analisados estão a origem exata das chamas, a existência de equipamentos de combate a incêndios, as condições das saídas de emergência e a atuação das equipes durante o resgate.
Segurança do hospital entra no centro das apurações
A tragédia também levantou questionamentos sobre as condições de segurança de prédios públicos no país. Relatos de familiares ouvidos após o incêndio apontaram possíveis problemas relacionados às saídas de emergência e ao acesso à área onde estavam os bebês.
Segundo informações da Reuters, um familiar afirmou que o prédio não teria segurança contra incêndios adequada e não possuía saídas apropriadas. O ministro da Saúde, porém, contestou relatos de que não havia médicos ou funcionários presentes no momento do fogo.
A investigação deverá determinar se houve falhas estruturais, problemas de manutenção no sistema de ar-condicionado ou deficiências nos protocolos de emergência.
Uma das maiores tragédias recentes envolvendo crianças
O incêndio é considerado uma das mais graves tragédias recentes envolvendo crianças no Paquistão. O caso provocou forte comoção em Islamabad e colocou novamente em discussão a situação da infraestrutura de hospitais públicos no país.
Além da investigação sobre as causas do fogo, as autoridades deverão avaliar se outras unidades hospitalares apresentam riscos semelhantes e se medidas adicionais de segurança precisam ser adotadas para evitar novas tragédias.
O governo afirmou que deverá responsabilizar eventuais
envolvidos caso sejam identificadas falhas ou negligência durante a apuração.
Enquanto as autoridades trabalham para esclarecer o ocorrido, famílias enfrentam a perda dos recém-nascidos que estavam internados na unidade. O único bebê resgatado com vida foi retirado da área atingida durante a operação de emergência.