Willian Masuda, conhecido como Kabuto, sofreu uma grave lesão na coluna cervical após um golpe ilegal durante o Super Pro Jiu-Jitsu 2026, em Londrina, no Paraná. O atleta perdeu movimentos e sensibilidade do tórax para baixo, passou por uma cirurgia de quase 10 horas e permanece internado em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em estado clinicamente estável.
Golpe proibido interrompe luta e deixa atleta gravemente ferido
O caso aconteceu no último sábado, durante uma das lutas do campeonato realizado em Londrina. Kabuto enfrentava o também faixa-preta Juliano Di Pelli Machado quando o combate terminou de forma dramática.
Durante a disputa, Juliano ergueu Kabuto e o deixou de cabeça para baixo. Na sequência, projetou o corpo do adversário contra o chão, em um movimento conhecido como “bate-estaca”, proibido no jiu-jitsu por causa do alto risco de lesões graves na cabeça e na coluna.
O impacto provocou uma fratura alta na coluna cervical de Kabuto. A luta foi imediatamente interrompida, e o atleta passou a apresentar perda de movimentos e sensibilidade do tórax para baixo.
A cena, registrada em vídeo e compartilhada nas redes sociais, provocou preocupação e indignação entre atletas e integrantes da comunidade do jiu-jitsu.
Cirurgia durou quase 10 horas; atleta segue na UTI
Após ser retirado do tatame em uma maca, Kabuto foi encaminhado a um hospital em Londrina. O atleta passou por uma cirurgia complexa, que durou quase 10 horas.
O estado de saúde foi divulgado em uma nota assinada por Luiz Gustavo Muniz, responsável pelas atualizações sobre o quadro do lutador.
Segundo a informação divulgada, Kabuto sofreu uma fratura alta na coluna cervical e permanece sob cuidados intensivos. Apesar da gravidade da lesão, o atleta está clinicamente estável e respira sem auxílio de aparelhos.
Kabuto continua internado na UTI e ainda não há previsão de alta. Pessoas próximas ao atleta relatam que ele consegue realizar pequenos movimentos com os braços, mas permanece sem movimentos e sensibilidade do tórax para baixo.
Golpe proibido gera pressão sobre arbitragem e organização
O caso reacendeu a discussão sobre a segurança no jiu-jitsu competitivo e a aplicação das regras durante as lutas.
O “bate-estaca” é proibido em diferentes regulamentos da modalidade justamente pelo risco de provocar lesões graves na cabeça e na coluna. O episódio levantou questionamentos sobre a arbitragem, a preparação dos juízes e os protocolos de segurança adotados durante o campeonato.
Também surgiram cobranças por uma apuração sobre a conduta de Juliano Di Pelli Machado e possíveis punições. Eventuais sanções dependem da análise dos organizadores e das entidades responsáveis pela competição.
A discussão também envolve a necessidade de reforçar o treinamento dos árbitros para identificar movimentos perigosos e interromper rapidamente combates quando houver risco à integridade física dos atletas.
Família cria vaquinha para ajudar no tratamento
Além da preocupação com o estado de saúde de Kabuto, familiares enfrentam os custos de uma recuperação que pode ser longa.
A esposa do atleta, Fernanda Mayumi, criou uma vaquinha virtual para ajudar a custear o tratamento, as despesas médicas e as adaptações necessárias durante o período de recuperação.
A mobilização ganhou força entre academias, lutadores e praticantes de jiu-jitsu, que passaram a compartilhar informações sobre a campanha nas redes sociais.
O caso também chama atenção para a situação financeira de atletas de modalidades de combate. Lesões graves podem afastar competidores dos treinos, competições e atividades profissionais por períodos prolongados, enquanto despesas médicas e de reabilitação podem aumentar rapidamente.
Lesão reacende debate sobre segurança no jiu-jitsu
O episódio coloca novamente em discussão os limites de segurança nos esportes de combate. Embora o jiu-jitsu envolva contato físico intenso, as regras existem justamente para impedir técnicas capazes de provocar danos graves.
A lesão de Kabuto também pressiona organizadores e entidades a discutirem protocolos mais rigorosos para competições, incluindo treinamento de árbitros, atendimento médico adequado e critérios claros para punição de golpes proibidos.
A recuperação do atleta deve ser acompanhada de perto pela comunidade do jiu-jitsu. O caso também poderá provocar novas discussões sobre responsabilidade, arbitragem e segurança nos campeonatos.
Enquanto Kabuto permanece hospitalizado, familiares, amigos e atletas aguardam sinais de evolução no quadro e concentram esforços na recuperação do faixa-preta.