A disputa pelas duas vagas de Minas Gerais no Senado ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (26). Marcelo Heringer, irmão do presidente estadual do PDT, Mário Heringer, renunciou à candidatura ao Senado. A decisão ocorre justamente em meio a uma nova movimentação de aliados para convencer o ex-governador Aécio Neves (PSDB) a entrar na disputa.
Aécio havia anunciado que não concorreria a nenhum cargo nas eleições deste ano. Desde então, porém, integrantes do PSDB e do PDT passaram a defender publicamente que o tucano reveja a decisão.
A saída de Heringer abre uma possibilidade jurídica para uma eventual candidatura de Aécio. Isso porque o PSDB integra a coligação do PDT, que tem Alexandre Kalil como candidato ao governo de Minas.
Aécio ainda não confirmou candidatura
Apesar das articulações, Aécio Neves não anunciou que pretende disputar a eleição. Oficialmente, o tucano continua mantendo a decisão de não ser candidato.
Quando comunicou que ficaria fora da corrida eleitoral, Aécio afirmou que concentraria esforços na formação de uma bancada forte do PSDB no Congresso Nacional.
O ex-governador, no entanto, já apareceu em boa posição em pesquisas de intenção de voto para o Senado em Minas antes de desistir da candidatura. Desde que anunciou a saída da disputa, ele não voltou a ser incluído nos levantamentos.
Pressão de aliados
Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Federação PSDB Cidadania e o PDT de Minas afirmaram que receberam manifestações de prefeitos, vereadores, deputados, militantes e outras lideranças pedindo que Aécio volte atrás.
As siglas argumentam que Minas precisa de um representante com experiência e capacidade de articulação em Brasília e citam a trajetória política do tucano como justificativa para o pedido.
O documento é assinado por Paulo Abi-Ackel, presidente da Federação PSDB Cidadania em Minas, e Mário Heringer, presidente estadual do PDT.
Prazo para candidatura já terminou
A movimentação acontece depois do prazo oficial para registro das candidaturas, encerrado em 15 de agosto. A legislação eleitoral, porém, permite a substituição de candidatos em situações específicas, entre elas renúncia, falecimento ou indeferimento do registro.
É justamente essa possibilidade que mantém aberta a discussão sobre uma eventual entrada de Aécio na disputa pelo Senado.
Por enquanto, contudo, não há confirmação de que o ex-governador tenha aceitado o convite para substituir Heringer.