Aécio Neves no Senado? Possível volta ao ‘jogo’ pode mexer na disputa em Minas

Ex-governador deve confirmar ou não candidatura nesta sexta-feira (28) e entra em uma corrida marcada pelo equilíbrio entre Carlos Viana, Domingos Sávio e Marcelo Aro
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A possível volta de Aécio Neves (PSDB) à disputa eleitoral em Minas Gerais pode mudar o desenho da corrida pelas duas vagas ao Senado. O ex-governador ainda não oficializou a candidatura, mas aliados já trabalham com a confirmação, prevista para esta sexta-feira (28), em uma coletiva de imprensa.

Aécio deve integrar a coligação que apoia Alexandre Kalil (PDT) na disputa pelo governo de Minas. Caso confirme a candidatura, o tucano passará a disputar espaço em uma eleição que, segundo pesquisas recentes, já apresenta uma briga bastante apertada pelas duas cadeiras mineiras no Senado.

O principal ponto de atenção está entre os candidatos de direita e centro-direita. Carlos Viana (PSD), Domingos Sávio (PL) e Marcelo Aro (PP) aparecem próximos nas pesquisas, enquanto Marília Campos (PT) mantém vantagem.

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Aécio não foi testado na pesquisa mais recente

O levantamento Real Time Big Data divulgado nesta quinta-feira (27) mostra Marília Campos com 24% das intenções de voto no consolidado dos dois votos para o Senado.

Na sequência, aparecem Carlos Viana e Domingos Sávio, com 13% cada, e Marcelo Aro, com 12%. A diferença de apenas um ponto percentual entre os três mostra uma disputa aberta pela segunda vaga.

Aécio, no entanto, não foi apresentado aos entrevistados nesse levantamento. Por isso, a pesquisa não permite medir diretamente o impacto que sua entrada teria sobre os demais candidatos.

O cenário muda quando se observa uma pesquisa anterior.

Tucano já apareceu competitivo

Em julho, quando a Quaest incluiu Aécio entre os nomes avaliados, o ex-governador registrou 16%, ficando atrás apenas de Marília Campos, que tinha 18%.

Naquele levantamento, Aécio aparecia à frente de Carlos Viana, Marcelo Aro e Domingos Sávio.

Os números ajudam a explicar por que a possível candidatura do tucano passou a ser acompanhada de perto pelas demais campanhas. A entrada de um nome já conhecido do eleitorado pode redistribuir votos em uma disputa na qual os candidatos estão separados por poucos pontos.

Disputa pela direita pode ficar ainda mais acirrada

Sem Aécio no cenário do Real Time, Viana e Domingos Sávio aparecem com 13%, enquanto Aro tem 12%.

A eventual entrada do tucano acrescentaria mais um nome competitivo a esse grupo. Ainda não é possível afirmar de onde viriam os votos de Aécio, mas o desempenho registrado na Quaest indica que ele teria potencial para alterar a atual configuração da disputa.

Além disso, como Minas Gerais elegerá dois senadores em 2026, as campanhas precisam trabalhar não apenas para liderar, mas também para garantir uma das duas posições.

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Conhecimento do eleitor também traz rejeição

Aécio chega à disputa com uma vantagem em relação a candidatos menos conhecidos: uma trajetória de décadas na política.

Ele foi governador de Minas por dois mandatos, senador, candidato à Presidência da República em 2014 e atualmente é deputado federal. Essa trajetória faz com que seu nome seja amplamente conhecido no estado.

Por outro lado, o conhecimento também se transforma em um desafio eleitoral.

Na pesquisa Quaest de julho, 52% dos entrevistados disseram conhecer Aécio e não votar nele. Outros 37% afirmaram conhecê-lo e considerar a possibilidade de votar no tucano.

O resultado mostra um cenário dividido: Aécio tem um eleitorado potencial relevante, mas também enfrenta uma rejeição significativa.

Com a possível confirmação da candidatura, a disputa pelo Senado em Minas deve ganhar um novo componente. Marília Campos parte na frente, enquanto Viana, Domingos Sávio e Aro estão próximos entre si. Aécio, por sua vez, entra no cenário com números anteriores que indicam competitividade, mas também com o desafio de transformar conhecimento do eleitor em voto.

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