Um ônibus foi incendiado por criminosos na noite desta quinta-feira (27), na Estrada da Boiúna, na Taquara, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro. O coletivo, que fazia a linha 600, ficou completamente destruído pelas chamas.
Segundo relatos de moradores, criminosos também teriam impedido a entrada de vans na comunidade e apedrejado pessoas que passavam pela região. O ataque provocou impactos no transporte público e afetou a rotina de quem precisava deixar a área.
Linhas de ônibus têm circulação afetada
De acordo com o Rio Ônibus, duas linhas que circulam pela região foram afetadas pelo episódio: a 600 (Boiúna x Saens Pena), que teve um veículo incendiado, e a 601 (Taquara x Saens Pena).
O incêndio aconteceu nas proximidades do ponto final da linha 600, no Lote 1000, em Boiúna. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o coletivo tomado pelas chamas antes de ser completamente destruído.
Moradores relataram dificuldades para voltar para casa após o ataque. Uma mulher afirmou que, depois de uma jornada de 11 horas de trabalho, não conseguiu retornar para casa por causa da interrupção do transporte.
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Ataque teria sido represália à morte de traficante
A ação teria ocorrido em represália à morte de Juan Carlos Braz de Oliveira, conhecido como “Barroso”, apontado como responsável por uma disputa territorial na Zona Sudoeste do Rio.
Segundo a Polícia Militar, na noite de quarta-feira (26), policiais do 18º BPM (Jacarepaguá) entraram em confronto com criminosos na Estrada da Boiúna, próximo à comunidade dos Teixeiras.
Dois suspeitos baleados foram levados para a UPA de Magalhães Bastos. Barroso não resistiu aos ferimentos. O outro homem atingido, Kaio Vinícius Torres Ferreira, de 27 anos, permanece internado em estado grave.
O caso é investigado pela 32ª DP (Taquara).
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Entenda o contexto
O incêndio do ônibus ocorreu em meio à escalada de violência registrada em diferentes regiões do Rio de Janeiro nos últimos dias. Na Taquara, o ataque teria sido uma reação à morte de um traficante durante um confronto com policiais militares. O episódio afetou diretamente o transporte público e deixou a linha 600 sem um de seus veículos, além de provocar impactos na circulação da linha 601. O caso é investigado pela 32ª DP, enquanto moradores e trabalhadores da região enfrentam os efeitos da violência sobre a mobilidade e a rotina.
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