O dólar opera em alta nesta sexta-feira (28), cotado a R$ 5,18, enquanto o Ibovespa iniciou o pregão com avanço de 0,46%, aos 175.947 pontos. O mercado acompanha o cenário internacional e aguarda o discurso de Kevin Warsh, presidente do Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos.
A alta da moeda americana ocorre em meio à saída de recursos estrangeiros do Brasil. O fluxo cambial negativo já soma cerca de US$ 2,6 bilhões em agosto, aumentando a pressão sobre o real.
Banco Central volta a atuar no câmbio
Diante da pressão sobre o mercado, o Banco Central realizou uma operação de intervenção no câmbio. A autoridade monetária ofereceu US$ 1 bilhão à vista e também realizou operações com contratos futuros de swap cambial reverso.
A medida busca aumentar a liquidez e reduzir movimentos excessivos de volatilidade. A atuação acontece depois de outra operação semelhante realizada pelo BC na quinta-feira (27).
O mercado, porém, acompanha se a demanda por dólares é apenas pontual ou se representa uma tendência de saída de recursos do país. Caso a pressão persista, novas intervenções podem ser necessárias.
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Bolsa mantém sequência de ganhos
Apesar da alta do dólar, a Bolsa brasileira começou o dia no campo positivo. O Ibovespa avançava 0,46%, aos 175.947 pontos, mantendo a sequência de valorização iniciada em 18 de agosto.
A alta ocorre mesmo com o fluxo estrangeiro negativo. Investidores continuam encontrando oportunidades em empresas brasileiras, enquanto o mercado acompanha fatores externos e os próximos passos da política monetária americana.
Na quinta-feira (27), o Ibovespa fechou em alta de 0,43%, aos 175.143 pontos, acumulando sete pregões consecutivos de ganhos.
Discurso do Fed está no radar
O principal evento do dia para os mercados é o discurso de Kevin Warsh durante o simpósio de Jackson Hole, nos Estados Unidos.
Investidores buscam sinais sobre os próximos passos dos juros americanos. Uma política monetária mais rígida nos Estados Unidos tende a fortalecer o dólar e aumentar a pressão sobre mercados emergentes, como o Brasil.
O cenário ganha importância porque dados recentes de inflação americana continuam acima da meta de 2% do Federal Reserve. O mercado, portanto, tenta entender se haverá espaço para mudanças na política de juros nas próximas reuniões.
Petróleo e ações também movimentam o mercado
No mercado internacional, o petróleo Brent opera em baixa, enquanto investidores acompanham as tensões no Oriente Médio e a movimentação em torno do Estreito de Hormuz.
Entre as empresas brasileiras, as ações da Petrobras avançam após uma decisão judicial relacionada ao imposto de exportação e depois de a companhia vencer um leilão de petróleo. Os papéis da Vale também operam em alta, acompanhando a valorização do minério de ferro.
Na ponta negativa, as ações da Oncoclínicas despencaram após uma decisão da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) relacionada a uma oferta pública de aquisição de ações.
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Entenda o contexto
O mercado financeiro brasileiro começa esta sexta-feira sob influência de fatores externos e domésticos. O dólar sobe para perto de R$ 5,18 em meio à saída de recursos estrangeiros, enquanto o Ibovespa tenta manter uma sequência de ganhos que já dura vários pregões.
O Banco Central voltou a atuar no câmbio para aumentar a liquidez e conter a volatilidade. No exterior, investidores aguardam o discurso do presidente do Federal Reserve, que pode dar pistas sobre o caminho dos juros nos Estados Unidos. A combinação entre política monetária americana, fluxo estrangeiro, cenário fiscal e eleições mantém o mercado brasileiro atento e sujeito a novas oscilações.
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