O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) voltou a defender o patrocínio do empresário Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse”, cinebiografia sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Questionado sobre o assunto durante a sabatina no Jornal Nacional, Flávio afirmou que não vê irregularidade no financiamento privado da produção e sustentou que sua relação com Vorcaro se restringiu às tratativas relacionadas ao filme.
O caso ganhou repercussão após revelações sobre negociações envolvendo valores milionários para financiar a produção. Segundo informações divulgadas anteriormente, mensagens apontaram uma negociação de até R$ 134 milhões, dos quais R$ 61 milhões teriam sido repassados para o projeto.
“Não há nada de errado”, diz Flávio
Durante a entrevista, Flávio foi questionado sobre sua relação com Daniel Vorcaro e o financiamento de “Dark Horse”.
A resposta do candidato foi direta: segundo ele, não há nada de irregular no fato de um empresário privado patrocinar uma produção cinematográfica.
Flávio também afirmou que não recebeu os recursos em sua conta e que sua participação estava relacionada à tentativa de viabilizar o filme sobre a trajetória política de Jair Bolsonaro.
A defesa central do senador é que uma coisa é financiar uma obra audiovisual e outra seria utilizar recursos para benefício pessoal ou eleitoral — algo que ele nega ter ocorrido.
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O que é “Dark Horse”?
“Dark Horse” é uma produção inspirada na trajetória política de Jair Bolsonaro, com foco especialmente na campanha presidencial de 2018 e em episódios que marcaram sua ascensão política.
O projeto ganhou grande repercussão não apenas pelo tema, mas principalmente pelos bastidores de seu financiamento.
O nome de Daniel Vorcaro passou a ser associado à produção após a divulgação de informações sobre conversas envolvendo o aporte de recursos para viabilizar o filme.
Por que o caso virou problema político?
O ponto central da polêmica não é apenas o patrocínio de um filme.
A repercussão aumentou por causa da relação entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, além dos valores envolvidos nas negociações.
Mensagens divulgadas anteriormente indicaram tratativas para a obtenção de recursos destinados à produção. Segundo reportagens sobre o caso, o valor inicialmente discutido teria chegado a R$ 134 milhões, com R$ 61 milhões efetivamente repassados, conforme informações publicadas sobre as negociações.
Para críticos, a proximidade entre um candidato à Presidência e um empresário ligado a um aporte milionário levanta questionamentos que precisam ser esclarecidos.
Flávio, por outro lado, insiste que o patrocínio privado, por si só, não representa qualquer irregularidade.
“Minha única relação com Vorcaro foi sobre o filme”
Durante a sabatina, Flávio reforçou que sua relação com Vorcaro teria se limitado ao projeto cinematográfico.
A declaração busca separar o candidato de outros assuntos envolvendo o empresário e reforçar a versão de que não houve benefício pessoal decorrente do financiamento.
Segundo Flávio, ele não recebeu diretamente os valores destinados à produção.
Esse ponto é importante porque o debate público sobre o caso passou a misturar diferentes questionamentos: o financiamento do filme, a origem dos recursos, a relação entre os envolvidos e eventuais consequências políticas do episódio.
O financiamento do filme está sob investigação?
O caso “Dark Horse” também passou a ser citado em diferentes frentes de investigação.
É importante, porém, separar os fatos.
A Polícia Federal obteve acesso a investigações relacionadas à produtora do filme, mas reportagens indicam que o foco da apuração federal mencionada não é o aporte de R$ 61 milhões atribuído a Daniel Vorcaro, e sim suspeitas relacionadas a outros possíveis usos de recursos públicos e atividades envolvendo a produtora.
Ou seja, o simples patrocínio citado por Flávio não deve ser automaticamente apresentado como prova de irregularidade.
Qualquer eventual ilegalidade precisa ser demonstrada por investigação e, posteriormente, comprovada no devido processo legal.
Caso deve acompanhar campanha
Mesmo com a defesa de Flávio, o episódio deve continuar presente no debate eleitoral.
O caso reúne elementos de forte impacto político: um filme sobre Jair Bolsonaro, negociações milionárias, um empresário conhecido do setor financeiro e o envolvimento direto de um candidato à Presidência.
Para Flávio, o objetivo agora é sustentar que a relação foi exclusivamente comercial e ligada à produção audiovisual.
Já seus adversários devem continuar explorando o episódio politicamente.
A questão, portanto, não é apenas jurídica.
É também eleitoral.
Em uma campanha presidencial, explicar a legalidade de uma operação pode não ser suficiente. O candidato também precisa responder à pergunta que permanece para parte do eleitorado: por que uma negociação desse tamanho aconteceu e qual era exatamente o papel de cada envolvido?
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ENTENDA O CONTEXTO
O filme “Dark Horse”, inspirado na trajetória política de Jair Bolsonaro, se tornou alvo de debate após a divulgação de informações sobre negociações envolvendo Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro para financiar a produção.
Reportagens apontaram tratativas em torno de R$ 134 milhões e um repasse de R$ 61 milhões ao projeto.
Flávio afirma que não recebeu os recursos diretamente, que sua relação com Vorcaro se limitou ao filme e que não há nada de errado em um empresário privado financiar uma produção audiovisual.
O caso ganhou novo destaque durante a sabatina do candidato, em meio à disputa presidencial de 2026.
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