Guarda Revolucionária do Irã promete retaliação após ataque dos EUA a ilha estratégica

Washington afirma que atingiu dois lançadores iranianos que seriam usados para colocar minas no Estreito de Ormuz; Teerã diz que houve mortos e feridos entre militares e civis.
Redação NC News
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A tensão entre Irã e Estados Unidos voltou a subir neste domingo (30) depois que forças americanas atacaram dois lançadores iranianos na ilha de Larak, no estratégico Estreito de Ormuz.

Horas depois da ofensiva, a Guarda Revolucionária do Irã afirmou que o ataque deixou mortos e feridos entre combatentes e civis e prometeu responder à ação americana. O número exato de vítimas ainda não foi divulgado.

O episódio representa uma nova escalada no conflito e acontece depois de semanas sem uma ofensiva americana conhecida contra território iraniano.

O motivo do ataque também chama atenção: segundo um funcionário dos Estados Unidos, forças da Guarda Revolucionária haviam sido observadas preparando lançadores para disparar foguetes acompanhados de minas marítimas no Estreito de Ormuz.

Por que os EUA atacaram Larak?

Segundo a versão americana, o alvo da operação foram dois lançadores iranianos localizados na ilha de Larak.

A justificativa apresentada por Washington foi preventiva: os equipamentos estariam sendo preparados para uma operação que poderia envolver o lançamento de minas marítimas no Estreito de Ormuz.

O governo americano considera esse tipo de ação uma ameaça direta à navegação comercial em uma das rotas marítimas mais importantes do planeta.

A operação foi a primeira ação militar americana conhecida contra o Irã desde o fim de julho, segundo autoridades citadas pela Reuters.

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A Guarda Revolucionária confirmou que a ilha foi atingida e afirmou que houve vítimas.

Em comunicado divulgado pela televisão estatal iraniana, a força prometeu que o ataque será respondido e que os responsáveis serão punidos. A Guarda, porém, não informou quantas pessoas morreram ou ficaram feridas.

A declaração aumenta a preocupação sobre uma possível nova rodada de ataques entre os dois países.

Até o momento, o Irã não detalhou como ou quando pretende retaliar.

O que é a ilha de Larak?

Larak fica no sul do Irã, na província de Hormozgan, próxima ao Estreito de Ormuz.

A localização é estratégica porque o estreito conecta o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e ao Oceano Índico.

Por ali passa uma parcela significativa do comércio mundial de petróleo.

Por isso, qualquer ameaça à navegação na região pode provocar consequências que vão muito além do conflito entre Washington e Teerã.

Por que o Estreito de Ormuz é tão importante?

O estreito é um dos principais gargalos energéticos do mundo.

É por ele que passam grandes volumes de petróleo e derivados transportados por navios.

Uma interrupção prolongada da navegação pode provocar:

aumento do preço do  encarecimento dos combustíveis; aumento dos custos de transporte;
pressão sobre a inflação; impacto nos mercados internacionais.

Por isso, minas marítimas no estreito são consideradas uma ameaça particularmente grave à navegação comercial.

Os Estados Unidos afirmam que suas forças haviam acabado de concluir operações para retirar minas das rotas internacionais de navegação na região.

O ataque acontece em um momento delicado

A ofensiva também chama atenção porque ocorre depois de uma redução temporária das operações militares americanas contra o Irã.

Agora, Washington voltou a atacar posições iranianas alegando uma ameaça específica à navegação.

O episódio acontece enquanto o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel continua sem uma solução definitiva e com o Estreito de Ormuz no centro das disputas.

A região já sofreu interrupções no tráfego marítimo desde o início da guerra, aumentando os riscos para o mercado global de energia.

E agora?

A principal dúvida é justamente qual será a resposta prometida por Teerã.

A Guarda Revolucionária afirmou que haverá “resposta e punição”, mas não informou quais alvos poderiam ser atingidos.

Uma eventual retaliação contra forças americanas, navios comerciais ou instalações de países aliados dos Estados Unidos poderia ampliar rapidamente o conflito.

O risco é ainda maior por causa da localização do episódio.

Qualquer nova ofensiva no entorno do Estreito de Ormuz pode atingir diretamente uma das principais rotas de energia do planeta.

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Entenda o contexto

O ataque à ilha de Larak não aconteceu de forma isolada.

Ele faz parte de um conflito que já dura meses e que colocou Estados Unidos, Israel e Irã em confronto direto.

Para Washington, a operação teve como objetivo impedir uma ameaça à navegação: os americanos afirmam que os iranianos estavam preparando lançadores para colocar minas no Estreito de Ormuz.

Para Teerã, trata-se de uma nova agressão americana contra território iraniano.

Agora, a promessa de retaliação feita pela Guarda Revolucionária abre uma nova incógnita:

o Irã vai apenas responder politicamente ou partirá para uma nova ação militar?

A resposta pode determinar o próximo capítulo da escalada — e também afetar uma rota marítima fundamental para a economia mundial.

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