Quando chega o dia da final da Libertadores, o torcedor brasileiro adota um novo ritmo. Antes mesmo do apito inicial, o clima já é de mobilização: despertador tocando cedo, churrasqueira acesa, mesa cheia e expectativa no ar. É o ritual que acompanha qualquer grande decisão e que, além de emocionar, movimenta a economia.
Do churrasco às bebidas, tudo some rápido — tão rápido quanto um lance certeiro dentro de campo. E esse consumo acelerado cria um efeito cascata no comércio. Vendas de carne, carvão, gelo, cerveja, televisores e até itens de decoração temática sobem de forma significativa. Para muitos setores, final de Libertadores também significa final de mês reforçado.

De acordo com o economista Altamir Cordeiro, o impacto é direto e previsível.
“O futebol é a paixão do brasileiro e isso se reflete no comportamento de consumo. Grandes eventos como a Libertadores e a Copa do Brasil aumentam a circulação de dinheiro e fazem com que bares, restaurantes e empreendedores aproveitem a demanda extra”, afirma.
Além das vendas de produtos tradicionais, a final também impulsiona a economia criativa. Casas noturnas, bares e espaços culturais organizam apresentações, festas pós-jogo e transmissões especiais.

“Movimenta tudo. Alimentação, bebidas, serviços e também artistas e bandas contratados para animar o público. É um ciclo completo de aquecimento econômico”, completa Altamir.
Enquanto os jogadores entram em campo em busca da glória, do lado de fora o comércio vive sua própria disputa — e vence. A final não reúne apenas torcedores: reúne consumidores, trabalhadores e negócios que encontram no futebol uma chance de crescimento.
No fim, o título pode até ter um dono, mas a vitória econômica se espalha por toda a cidade. Em dia de Libertadores, todo mundo joga — e muita gente lucra.