O empresário Leonardo Souza Ceschini, de 34 anos, será julgado nesta segunda-feira (31) pelo Tribunal do Júri, em São Paulo, pela morte da esposa, Érica Fernandes Alves Ceschini. O crime aconteceu em janeiro de 2021, após uma discussão relacionada à rivalidade entre Corinthians e Palmeiras.
Érica, que era palmeirense, foi atingida por oito golpes de faca dentro do apartamento onde vivia com Leonardo, torcedor do Corinthians. O casal tinha dois filhos gêmeos, que tinham cerca de dois anos na época e estavam no imóvel durante o crime.
O julgamento está marcado para o Fórum Criminal da Barra Funda, na Zona Oeste de São Paulo. Leonardo responde ao processo em liberdade.
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COMO A BRIGA TERMINOU EM HOMICÍDIO
A discussão aconteceu em 31 de janeiro de 2021, um dia depois da final da Copa Libertadores. Na decisão, o Palmeiras venceu o Santos por 1 a 0, no Maracanã, e conquistou o título.
Segundo o processo, a rivalidade entre os dois torcedores teria contribuído para o desentendimento. Leonardo afirmou à época que o casal tinha desavenças relacionadas ao fato de torcerem para times diferentes.
O empresário confessou ter matado Érica, mas alegou que agiu em legítima defesa. Segundo a versão apresentada pela defesa, ele também teria sido ferido com uma faca durante a discussão.
A perícia identificou três golpes no peito, quatro nas costas e um na perna da vítima.
FILHOS GÊMEOS ESTAVAM NO APARTAMENTO
Os dois filhos do casal tinham aproximadamente dois anos quando o crime aconteceu.
Um laudo psicológico apontou que as crianças estavam no apartamento no momento do homicídio e teriam presenciado a cena. Depois da morte da mãe, os irmãos ficaram sob os cuidados da avó materna.
A presença dos filhos é uma das circunstâncias consideradas no processo e também aparece nos elementos analisados pela Justiça para levar o caso ao Tribunal do Júri.
ACUSAÇÃO APONTA MOTIVO FÚTIL E MEIO CRUEL
O Ministério Público de São Paulo denunciou Leonardo por homicídio doloso qualificado por feminicídio, motivo fútil e meio cruel.
Para a acusação, a discussão motivada pela rivalidade esportiva não seria suficiente para justificar o ataque. O MP sustenta que o crime teve como contexto uma discussão familiar relacionada à torcida pelos clubes.
A acusação também considera a quantidade de golpes um elemento que caracteriza o emprego de meio cruel.
DEFESA ALEGA LEGÍTIMA DEFESA
A defesa de Leonardo sustenta que ele agiu para se proteger durante a discussão.
O empresário afirmou que também foi atacado com uma faca e sofreu ferimentos que exigiram atendimento médico. Essa versão será apresentada ao Tribunal do Júri, que deverá analisar as circunstâncias do crime e decidir pela condenação ou absolvição.
A decisão sobre a culpa caberá aos jurados.
O QUE ACONTECE NO JULGAMENTO
O Tribunal do Júri é formado por sete jurados, responsáveis por decidir se o acusado é culpado ou inocente. Eles analisam as provas e os argumentos apresentados pela acusação e pela defesa.
Se houver condenação, caberá ao juiz responsável pelo julgamento definir a pena de acordo com as circunstâncias reconhecidas pelos jurados.
Leonardo foi preso em flagrante após o crime, mas posteriormente conseguiu responder ao processo em liberdade. O Ministério Público apresentou a denúncia em julho de 2021, e a Justiça determinou posteriormente que ele fosse levado a júri popular.
ENTENDA O CONTEXTO
O caso aconteceu em janeiro de 2021, após uma discussão entre Leonardo Souza Ceschini, torcedor do Corinthians, e Érica Fernandes Alves Ceschini, palmeirense. A briga ocorreu no apartamento do casal, na Zona Norte de São Paulo, e terminou com a morte da mulher, atingida por oito facadas. Leonardo confessou o crime, mas afirma que agiu em legítima defesa.
O Ministério Público, por outro lado, denunciou o empresário por homicídio qualificado e sustenta que o crime teve motivo fútil e foi cometido com meio cruel, além da qualificadora de feminicídio. O casal tinha dois filhos gêmeos, que estavam no imóvel na ocasião. Cinco anos depois do crime, o caso chega ao Tribunal do Júri, que decidirá pela condenação ou absolvição do réu.
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