Encontro no TCE-AM reúne Omar, Wilson, Cidade e Tadeu e acende articulações para 2026

Encontro entre Omar Aziz, Wilson Lima, Roberto Cidade e Tadeu de Souza levanta especulações sobre vaga no Tribunal de Contas e possíveis arranjos para a vice-chapa na disputa pelo Governo do Estado
Redação NC News
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Quem acompanha a política do Amazonas sabe que, muitas vezes, os sinais mais importantes aparecem fora dos discursos oficiais. Eles surgem nos encontros, nos gestos e, principalmente, nas conversas que acontecem longe dos microfones. Foi exatamente esse tipo de ambiente que chamou atenção em um evento realizado no Tribunal de Contas do Estado do Amazonas, que marcou a abertura do ano letivo da Escola de Contas.

A agenda era institucional, mas o que realmente movimentou os bastidores foi a presença de algumas das principais lideranças políticas do estado no mesmo espaço. Estavam ali o senador Omar Aziz, o governador Wilson Lima, o vice-governador Tadeu de Souza e o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas, Roberto Cidade. Quando tantos personagens estratégicos aparecem juntos, dificilmente se trata apenas de coincidência. Um dos pontos que mais chamou atenção foi o clima entre Omar Aziz e Wilson Lima. Nos últimos tempos, os dois estiveram em campos diferentes em algumas disputas políticas. Mesmo assim, houve conversa, cumprimento demorado e um ambiente aparentemente cordial. Na política, esse tipo de gesto costuma ser interpretado como sinal de que as pontes não estão totalmente queimadas. Muitas vezes, um simples encontro público serve para mostrar que o diálogo continua possível.

Outro elemento importante dessa equação é o nome de Roberto Cidade. O presidente da Assembleia aparece hoje em diferentes cenários discutidos nos bastidores. Pode disputar um cargo majoritário, pode concorrer a deputado federal, ou até entrar em alguma composição de chapa dependendo de como as alianças se organizarem. E aqui entra um detalhe que tem circulado com força nas rodas políticas. Algumas pesquisas começaram a medir nomes para cargos como governo e Senado. Mas, na prática, nem sempre esses levantamentos são feitos para lançar uma candidatura. Muitas vezes eles servem para reorganizar o tabuleiro.

Medir um nome para governador ou senador pode ser, na verdade, uma forma de empurrar esse mesmo nome para uma posição estratégica, como a vaga de vice em uma chapa majoritária. Outro ponto que também chamou atenção foi uma ausência. A cúpula da Prefeitura de Manaus não apareceu no evento. Nem o prefeito David Almeida, nem o vice Renato Júnior participaram da agenda no Tribunal de Contas. Em ano de articulação política, ausência também comunica. No fundo, o que esse encontro no Tribunal de Contas revela é algo simples. O tabuleiro político do Amazonas já começou a se mover. Ainda não existe chapa definida, alianças fechadas ou candidaturas consolidadas. Mas os sinais começam a surgir.

Na política, muitas vezes as mudanças começam exatamente assim. Em eventos formais, com discursos institucionais, sorrisos para as fotos e, principalmente, conversas reservadas longe dos microfones. É nesses momentos que o jogo político realmente começa a tomar forma. E, pelo que se vê nos bastidores, 2026 já entrou definitivamente na pauta da política amazonense.

Coluna — Davidson Cavalcante

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