A espera por uma transferência aérea terminou de forma trágica para Davi de Lima, de 34 anos, em Santa Rosa do Purus, no interior do Acre. O homem havia sido esfaqueado durante um desentendimento na noite de segunda-feira (7) e morreu na manhã desta terça-feira (8), enquanto aguardava uma aeronave para ser levado a Rio Branco.
Davi recebeu os primeiros atendimentos na Unidade Mista de Saúde do município, mas o quadro clínico se agravou. Segundo informações divulgadas sobre o caso, ele precisou ser intubado e uma transferência para a capital foi solicitada diante da necessidade de atendimento especializado.
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O ataque ocorreu na noite de segunda-feira (7), durante um desentendimento. Davi foi atingido por um golpe de faca na região do abdômen e levado para atendimento médico logo depois.
De acordo com o delegado Rêmullo Diniz, a vítima permaneceu durante a noite na unidade de saúde aguardando o transporte aéreo necessário para a transferência até o Pronto-Socorro de Rio Branco.
A situação se tornou ainda mais delicada porque Santa Rosa do Purus é um município isolado e não possui ligação terrestre com outras cidades. Em casos que exigem atendimento especializado fora da cidade, o transporte aéreo tem papel fundamental.
Quadro de saúde se agravou
Após ser atendido na unidade local, Davi teve uma piora no estado clínico e precisou ser intubado.
Diante da gravidade dos ferimentos, a equipe médica solicitou a transferência para Rio Branco. A aeronave, no entanto, não havia chegado ao município até por volta das 12h30 de terça-feira, quando Davi morreu.
A informação disponível não permite afirmar, de forma conclusiva, que a demora no transporte tenha sido a causa da morte. O que se sabe é que o paciente morreu enquanto aguardava a transferência e que seu estado havia se agravado após o atendimento inicial.
Cidade depende do transporte aéreo
A localização de Santa Rosa do Purus torna a logística de atendimento médico especialmente complexa.
Sem acesso rodoviário, pacientes que precisam de procedimentos ou estruturas disponíveis em Rio Branco dependem de transporte por avião ou outras alternativas aéreas. Isso faz com que o deslocamento seja uma etapa essencial em situações de maior gravidade.
No caso de Davi, a transferência foi solicitada depois que a equipe médica avaliou a necessidade de levá-lo para atendimento especializado na capital.
Suspeito do ataque continua foragido
O homem apontado como responsável pelo ataque foi identificado pelas autoridades, mas não havia sido preso até a tarde de terça-feira.
Segundo o delegado Rêmullo Diniz, as buscas começaram ainda na segunda-feira. O suspeito teria fugido depois do crime e, conforme a polícia, já possui antecedentes.
A proximidade de Santa Rosa do Purus com a fronteira com o Peru também é apontada pelas autoridades como um fator que dificulta a localização do suspeito.
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Prefeito cobra explicações do governo
Após a morte de Davi, o prefeito de Santa Rosa do Purus, Tamir Sá (MDB), criticou a demora no atendimento e questionou a estrutura disponível para o transporte de pacientes em situações de emergência.
O prefeito afirmou que a transferência havia sido solicitada, mas que a aeronave não chegou a tempo. Ele também criticou o Governo do Acre pela situação e defendeu uma estrutura mais eficiente para atender moradores do município.
Até a publicação das informações consultadas, não havia manifestação do Governo do Acre sobre o motivo da demora no transporte ou sobre eventuais providências relacionadas ao caso.
Briga foi registrada por testemunhas
O desentendimento que terminou com Davi ferido teria sido registrado em vídeo por pessoas que estavam no local.
As imagens, porém, não foram divulgadas publicamente. De acordo com o delegado responsável pelo caso, o material poderá ajudar na investigação para esclarecer as circunstâncias do ataque.
Entenda o contexto
A morte de Davi coloca novamente em evidência as dificuldades enfrentadas por moradores de municípios isolados do Acre quando há necessidade de transferência para unidades de referência.
Em Santa Rosa do Purus, a ausência de ligação terrestre faz com que o transporte aéreo seja uma alternativa essencial para pacientes que precisam deixar a cidade em busca de atendimento especializado.
No caso ocorrido nesta semana, Davi foi ferido durante um desentendimento, recebeu atendimento inicial e teve o quadro agravado. Uma transferência para Rio Branco foi solicitada, mas ele morreu na unidade de saúde antes que o transporte fosse realizado.
A polícia continua as buscas pelo suspeito do ataque, enquanto a demora na transferência passou a ser questionada por autoridades locais.
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