A Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (10) em uma operação que investiga o financiamento do filme “Dark Horse”, produção que conta a história do ex-presidente Jair Bolsonaro. A ação tem como alvos a produtora Karina Gama, o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e outras 20 pessoas.
Não há mandados de prisão na operação. Os agentes cumprem apenas medidas de busca e apreensão para recolher documentos, equipamentos e outros materiais que possam ajudar a esclarecer a origem e o destino dos recursos utilizados na produção.
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Entenda o que aconteceu
A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob relatoria do ministro Flávio Dino. O inquérito, que inicialmente tramitava em São Paulo, foi avocado para a Corte.
A investigação busca esclarecer as circunstâncias relacionadas ao financiamento de “Dark Horse”, filme que tem como tema a trajetória de Jair Bolsonaro.
Ao todo, 22 pessoas são alvo da operação, entre elas Karina Gama e Mario Frias. Os mandados cumpridos nesta quinta-feira têm como objetivo obter elementos que possam contribuir para o avanço das apurações.
Operação não tem mandados de prisão
Apesar da quantidade de alvos, a operação realizada pela PF nesta quinta-feira não prevê prisões.
Os agentes cumprem mandados de busca e apreensão. A medida permite que a investigação tenha acesso a documentos, aparelhos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais que possam ajudar na reconstrução das operações analisadas no inquérito.
A realização das buscas não significa, por si só, que os alvos sejam considerados culpados de qualquer irregularidade. Eles são investigados no âmbito do procedimento conduzido pela Polícia Federal.
Investigação chegou ao Supremo Tribunal Federal
O caso começou a tramitar em São Paulo, mas foi posteriormente encaminhado ao STF e passou a ficar sob a relatoria do ministro Flávio Dino.
A mudança de foro colocou a investigação diretamente sob análise da Corte, que autorizou as medidas cumpridas pela Polícia Federal nesta quinta-feira.
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Caso envolve recursos de Daniel Vorcaro
A investigação ganhou força após a divulgação, em maio, de mensagens e um áudio envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que está preso e foi dono do Banco Master.
O material divulgado pelo Intercept Brasil mostrou uma cobrança de Flávio Bolsonaro a Vorcaro por recursos para financiar o filme sobre Jair Bolsonaro.
De acordo com a reportagem, Vorcaro teria pago pelo menos R$ 61 milhões em 2025 para a produção.
Dinheiro teria sido enviado para fundo nos Estados Unidos
Ainda segundo a reportagem que revelou o caso, os recursos teriam sido transferidos para um fundo nos Estados Unidos administrado por um advogado ligado ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio Bolsonaro.
A movimentação financeira passou a fazer parte do conjunto de informações analisadas pelas autoridades para esclarecer como os recursos destinados ao filme foram obtidos, transferidos e utilizados.
Entenda o contexto
O financiamento de “Dark Horse” entrou no radar das autoridades após a divulgação de mensagens e de um áudio atribuídos a Flávio Bolsonaro em conversas com Daniel Vorcaro.
O ponto central da investigação é esclarecer as operações financeiras relacionadas à produção e verificar se houve irregularidades na movimentação dos recursos.
A operação desta quinta-feira representa uma nova etapa da apuração. Com as buscas, a Polícia Federal pretende reunir elementos que possam ajudar a esclarecer o caminho do dinheiro e a participação dos diferentes envolvidos no caso.
Até o momento, a operação cumpre mandados de busca e apreensão e não possui ordens de prisão.
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