A bioeconomia tem sido apontada pelo governo federal como um dos caminhos estratégicos para promover desenvolvimento sustentável na Amazônia. Segundo a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a prioridade é transformar a biodiversidade da região em inovação, geração de renda e inclusão social.
Ao Grupo Norte de Comunicação, a ministra afirmou que o governo tem intensificado investimentos e políticas voltadas ao fortalecimento da pesquisa e das cadeias produtivas ligadas ao bioma amazônico.
De acordo com ela, a iniciativa busca enfrentar desigualdades regionais históricas, sobretudo no acesso à infraestrutura científica e tecnológica.
“Eu tenho visitado bastante a região porque precisamos enfrentar a assimetria regional. Ainda existe muita desigualdade, tanto na economia quanto na infraestrutura de pesquisa”, afirmou.
Cadeias produtivas e geração de renda
A estratégia do governo envolve fortalecer cadeias produtivas já consolidadas na Amazônia, agregando valor por meio da ciência e da tecnologia. Entre os exemplos citados pela ministra estão produtos tradicionais da região, como o açaí e o pirarucu.
A proposta é ampliar a presença desses produtos em mercados mais sofisticados, indo além da indústria de alimentos e estimulando novas aplicações e tecnologias.
“Precisamos fazer investimentos para que essa riqueza natural vire inclusão social e geração de emprego e renda de qualidade”, destacou.
Pesquisa e inovação na região
A ministra também ressaltou a importância de instituições científicas da região para impulsionar a bioeconomia, como o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e a Universidade Federal do Amazonas, que, segundo ela, têm forte atuação em pesquisa e desenvolvimento.
Além disso, citou investimentos em iniciativas culturais e científicas, incluindo projetos ligados ao COP30, que será realizada em Belém.
Bioeconomia como vocação da Amazônia
Para a ministra, a bioeconomia representa uma vocação natural da região amazônica e deve ser um eixo central das políticas públicas voltadas ao desenvolvimento regional.
A ideia, segundo ela, é garantir que a biodiversidade amazônica seja transformada em produtos, tecnologia e conhecimento, fortalecendo a economia local e ampliando oportunidades para a população.
“Esses investimentos estão a todo vapor, exatamente para garantir que essa vocação natural da Amazônia, que é a bioeconomia, se traduza em desenvolvimento”, concluiu.