Autoridades do Irã afirmaram que o mundo deve se preparar para um possível aumento no preço do petróleo, que poderia chegar a US$ 200 por barril caso as tensões no Oriente Médio continuem se intensificando.
O alerta ocorre em meio à escalada do conflito na região, que já provoca instabilidade no mercado internacional de energia.
A preocupação está relacionada principalmente às rotas estratégicas de transporte de petróleo, como o Estreito de Ormuz, por onde passa uma parcela significativa da produção mundial da commodity. Qualquer interrupção no fluxo pode reduzir a oferta global e pressionar ainda mais as cotações.
Diante desse cenário, o governo brasileiro decidiu iniciar um monitoramento mais rigoroso do mercado de combustíveis. O acompanhamento é coordenado pelo Ministério de Minas e Energia, que criou uma estrutura para avaliar diariamente o comportamento dos preços e possíveis impactos no abastecimento nacional.
A iniciativa busca antecipar eventuais problemas e garantir que o país esteja preparado para responder a oscilações bruscas no mercado internacional. Entre os pontos observados estão a disponibilidade de combustíveis, a logística de distribuição e a evolução das cotações do petróleo.
Segundo o governo, o objetivo é assegurar a estabilidade do abastecimento e acompanhar possíveis reflexos da crise internacional nos preços praticados no Brasil.
Especialistas apontam que conflitos em regiões produtoras costumam gerar forte volatilidade no mercado de petróleo. Caso a escalada continue, os efeitos podem alcançar diversos países, com impactos na inflação e nos custos de transporte e energia.
Enquanto o cenário internacional permanece incerto, o governo brasileiro afirma que seguirá acompanhando a situação de perto para avaliar medidas que possam proteger o mercado interno.
*Com informações de Agência Brasil