A morte de um jovem atacado por uma leoa dentro de um zoológico em João Pessoa teve novo desdobramento na Justiça. O inquérito que apurava o caso foi arquivado após decisão do Tribunal de Justiça da Paraíba, que considerou não haver responsabilidade de terceiros pela tragédia.
O caso ganhou repercussão nacional após imagens da invasão do recinto do animal circularem nas redes sociais.
Decisão aponta “culpa exclusiva da vítima”
A decisão judicial atendeu a um pedido do Ministério Público da Paraíba, que concluiu que a morte ocorreu por conduta voluntária da própria vítima.
O jovem identificado como Gerson de Melo Machado, de 19 anos, entrou deliberadamente na área onde estava a leoa, o que rompeu qualquer possibilidade de responsabilização criminal de funcionários do zoológico ou da administração do local.
Segundo o entendimento do órgão, não houve omissão de socorro ou falha comprovada na segurança do espaço.
Juíza destaca que jovem ignorou barreiras de segurança
A decisão foi proferida pela juíza Michelini de Oliveira Dantas, da 1ª Vara Regional das Garantias.
Na avaliação da magistrada, o jovem ultrapassou diversas barreiras de proteção e desconsiderou alertas de risco antes de entrar no espaço do animal.
Na decisão, a juíza afirmou que o próprio comportamento da vítima foi determinante para o desfecho fatal, afastando qualquer nexo de responsabilidade criminal de terceiros.
Caso aconteceu no Parque da Bica, em João Pessoa
A tragédia ocorreu em 30 de novembro de 2025 no Parque Zoobotânico Arruda Câmara, conhecido popularmente como Parque da Bica.
De acordo com as investigações, o jovem conseguiu entrar no recinto após:
- escalar uma estrutura lateral do espaço
- utilizar uma árvore como apoio
- ultrapassar grades e barreiras de proteção
Depois de acessar a área do animal, ele foi atacado pela leoa e morreu no local.
Vídeo da invasão repercutiu nas redes sociais
Imagens gravadas por visitantes mostram o momento em que o jovem escala a estrutura ao lado da jaula e se aproxima da área onde estava a leoa.
O vídeo rapidamente se espalhou pelas redes sociais e gerou debate sobre segurança em zoológicos e sobre o comportamento da vítima.
Investigação também apontou histórico da vítima
Durante a apuração, foi informado que o jovem enfrentava transtornos mentais sem tratamento. As autoridades também registraram que ele possuía passagens anteriores pela polícia por ocorrências como danos ao patrimônio e pequenos furtos.
Com a decisão judicial, o caso foi oficialmente encerrado na esfera criminal.