O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que policiais permaneçam em frente ao quarto do ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto ele estiver internado em um hospital de Brasília.
A medida foi definida nesta sexta-feira (13) após o ex-chefe do Executivo ser levado para atendimento médico. Mesmo hospitalizado, Bolsonaro segue oficialmente na condição de preso.
Presença policial deve ser permanente
Segundo a decisão judicial, ao menos dois policiais devem permanecer de plantão no local durante todo o período de internação.
Bolsonaro está recebendo tratamento no DF Star Hospital, e a presença das forças de segurança tem como objetivo garantir o cumprimento das determinações impostas pela Justiça.
A vigilância deverá ocorrer de forma contínua, com monitoramento durante 24 horas.
Celulares e aparelhos eletrônicos estão proibidos
Outro ponto definido na decisão de Alexandre de Moraes é a restrição à entrada de dispositivos eletrônicos no quarto hospitalar.
A ordem proíbe celulares, computadores ou qualquer equipamento semelhante no local, com exceção dos aparelhos médicos utilizados pela equipe de saúde. A fiscalização do cumprimento da regra ficará sob responsabilidade dos policiais designados para a guarda.
Familiares seguem autorizados a entrar no hospital
Mesmo com as restrições, o ministro manteve a autorização para visitas de familiares próximos do ex-presidente.
Entre as pessoas liberadas estão a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e os filhos Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro. A sobrinha Letícia Firmo também está entre as pessoas autorizadas.
Por outro lado, compromissos e visitas que estavam programados anteriormente na unidade prisional foram suspensos durante o período de internação.
Bolsonaro foi diagnosticado com broncopneumonia
Após passar mal durante a madrugada, o ex-presidente foi encaminhado ao hospital e recebeu diagnóstico de Broncopneumonia.
A doença é uma infecção pulmonar que afeta diferentes áreas do pulmão e pode causar sintomas como febre, tosse com secreção, dificuldade para respirar e cansaço intenso.
O tratamento costuma incluir medicamentos específicos, acompanhamento médico e, em alguns casos, internação hospitalar.
Defesa volta a pedir prisão domiciliar
Com a internação e o diagnóstico médico, a defesa de Bolsonaro reforçou o pedido para que o ex-presidente passe a cumprir a pena em casa.
O advogado Paulo Cunha Bueno afirmou que o quadro de saúde exige cuidados constantes e condições adequadas de recuperação, argumento utilizado para solicitar a substituição da prisão pelo regime domiciliar.