O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira (13) que o assessor do governo dos Estados Unidos Darren Beattie não poderá entrar no Brasil neste momento.
Segundo o chefe do Executivo, a liberação da entrada do representante do governo de Donald Trump só ocorrerá quando os Estados Unidos retirarem as restrições impostas ao visto do ministro da Saúde Alexandre Padilha e de seus familiares.
Declaração ocorreu durante evento no Rio de Janeiro
A manifestação de Lula aconteceu durante a inauguração do setor de trauma do Hospital Federal do Andaraí, localizado na região da Grande Tijuca, no Rio de Janeiro.
A agenda contou com a presença de Alexandre Padilha e do prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes.
Durante o discurso, Lula afirmou que decidiu barrar a entrada do assessor norte-americano após o bloqueio dos vistos do ministro da Saúde, da esposa e da filha do integrante do governo federal.
Visita estava relacionada a encontro com Bolsonaro
O assessor Darren Beattie havia manifestado interesse em viajar ao Brasil para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso.
Entretanto, a visita foi posteriormente proibida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.
A decisão foi revista após informações do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, que indicaram que o assessor não possuía agenda oficial no país e que o visto concedido tinha caráter apenas privado.
Quem é o assessor de Trump
Darren Beattie é analista político e escritor com formação em ciência política. No primeiro mandato de Donald Trump, integrou a equipe responsável por elaborar discursos do presidente americano.
Atualmente, ele atua no Departamento de Estado dos Estados Unidos e é responsável por temas relacionados ao Brasil dentro da estrutura diplomática do governo norte-americano.
Assessor participa de discussões sobre possível sanção a Moraes
Nos bastidores da política americana, Beattie também está envolvido em debates sobre possíveis sanções contra o ministro Alexandre de Moraes.
Entre as medidas discutidas está a aplicação da Lei Magnitsky, legislação dos Estados Unidos que permite punir autoridades estrangeiras acusadas de violações de direitos humanos ou práticas de corrupção.