A corrida pela Presidência da República em 2026 apresenta cenários diferentes conforme o instituto de pesquisa, mas os levantamentos nacionais mais recentes colocam Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) nas primeiras posições das simulações de primeiro turno.
Os números foram divulgados por AtlasIntel/Bloomberg, Quaest, BTG/Nexus e CNT/MDA entre 10 e 15 de setembro. No primeiro turno, Lula aparece entre 36% e 43%, enquanto Flávio varia de 30,4% a 37,4%.
Quando os institutos simulam um segundo turno entre os dois, três dos quatro levantamentos apontam resultados dentro da margem de erro, enquanto a pesquisa CNT/MDA apresenta diferença maior entre os candidatos.
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AtlasIntel/Bloomberg
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 10 de setembro, registrou 43% para Lula e 37,4% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Na sequência aparecem Augusto Cury (Avante), com 6,6%, e Renan Santos (Missão), com 6,5%. Romeu Zema (Novo) marcou 2,1%, enquanto Ronaldo Caiado (PSD) registrou 1,1%.
Samara Martins (UP) e Pablo Marçal (PRTB) tinham 1% cada no levantamento. Clariana Barão (DC) apareceu com 0,3%, enquanto Rui Costa Pimenta (PCO) e Wilton Grassi (Democrata) ficaram com 0%.
Brancos e nulos somaram 0,6%, e 0,4% dos entrevistados não souberam responder.
No segundo turno entre Lula e Flávio, o resultado foi de 46,4% para Flávio e 46,2% para Lula. A margem de erro era de um ponto percentual.

Quaest
Augusto Cury apareceu com 7%, enquanto Renan Santos e Ronaldo Caiado registraram 4% cada. Romeu Zema ficou com 1%, e os demais candidatos testados ficaram abaixo de 1%.
Brancos, nulos e entrevistados que afirmaram que não votariam somaram 7%. Outros 10% não souberam ou não responderam.
Na simulação de segundo turno, Flávio apareceu com 42%, contra 40% de Lula. A margem de erro foi de dois pontos percentuais.
A Quaest ouviu 2.004 pessoas presencialmente entre 10 e 13 de setembro, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no TSE sob o número BR-03607/2026.
BTG/Nexus
Augusto Cury apareceu com 6%, Ronaldo Caiado com 5% e Renan Santos com 2%. Romeu Zema e Samara Martins tiveram 1% cada.
Brancos, nulos e entrevistados que afirmaram que não votariam somaram 4%, enquanto 2% estavam indecisos.
Na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio, o levantamento registrou 47% para Lula e 46% para Flávio. A margem de erro também era de dois pontos percentuais.
O BTG/Nexus ouviu 2.003 eleitores por telefone entre 11 e 13 de setembro. A pesquisa tem nível de confiança de 95% e registro BR-04076/2026 no TSE.

CNT/MDA
A pesquisa CNT/MDA, divulgada em 15 de setembro, apresentou 40,6% para Lula e 30,4% para Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Augusto Cury marcou 6%, Ronaldo Caiado teve 4% e Renan Santos registrou 2,7%. Os demais candidatos ficaram abaixo de 2%.
Brancos e nulos somaram 6%, enquanto 7,5% dos entrevistados se declararam indecisos.
No segundo turno, a CNT/MDA registrou 47,3% para Lula e 40% para Flávio Bolsonaro. Brancos e nulos representaram 10,2%, e 2,5% não souberam responder.
O levantamento ouviu 2.002 pessoas presencialmente entre 9 e 13 de setembro, com margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-06902/2026.
O que os quatro levantamentos mostram
As pesquisas não produzem números idênticos porque foram realizadas em períodos diferentes, utilizaram metodologias distintas e possuem margens de erro próprias.
No primeiro turno, os quatro levantamentos colocam Lula e Flávio nas duas primeiras posições, mas com diferenças nas distâncias registradas.
O menor intervalo entre os dois aparece na AtlasIntel/Bloomberg, com 5,6 pontos percentuais, enquanto a maior diferença registrada entre os dois está na CNT/MDA, com 10,2 pontos.
No segundo turno, as diferenças são ainda mais evidentes.
AtlasIntel/Bloomberg registrou 46,4% para Flávio e 46,2% para Lula. A Quaest apontou 42% contra 40%. O BTG/Nexus registrou 47% contra 46%. Já a CNT/MDA apresentou 47,3% para Lula e 40% para Flávio.
Considerando as margens de erro informadas pelos próprios institutos, os três primeiros cenários estão dentro de uma situação de empate técnico, enquanto a diferença registrada pela CNT/MDA é superior à margem de erro do levantamento.

Como comparar as pesquisas
Os números não devem ser comparados apenas pela porcentagem apresentada. A data da coleta, o tamanho da amostra, a metodologia e a margem de erro são elementos importantes para interpretar os resultados.
A AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.000 eleitores por recrutamento digital aleatório entre 4 e 9 de setembro e trabalhou com margem de erro de um ponto percentual.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas presencialmente entre 10 e 13 de setembro, com margem de dois pontos.
O BTG/Nexus ouviu 2.003 eleitores por telefone entre 11 e 13 de setembro, também com margem de dois pontos.
Já a CNT/MDA entrevistou 2.002 pessoas presencialmente entre 9 e 13 de setembro, com margem de 2,2 pontos percentuais.
Todos os levantamentos citados têm nível de confiança de 95%.
Candidatura de Pablo Marçal mudou cenário
Outro ponto importante na leitura dos levantamentos é a situação de Pablo Marçal (PRTB).
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, realizada antes da decisão definitiva sobre sua candidatura, ainda incluiu o nome de Marçal no questionário. Posteriormente, o Tribunal Superior Eleitoral indeferiu sua candidatura, e o PRTB apresentou Leonardo Avalanche para substituí-lo.
Por isso, resultados que incluem Marçal precisam ser interpretados considerando o momento em que cada pesquisa foi realizada.
Pesquisas medem um momento específico
Os levantamentos divulgados em setembro não representam uma fotografia permanente da eleição.
Cada pesquisa registra as intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas. Mudanças no cenário eleitoral, novos fatos políticos, campanha, debates e alterações nas candidaturas podem aparecer apenas em rodadas posteriores.
Também é importante observar que diferenças pequenas entre candidatos podem estar dentro da margem de erro. Por isso, um resultado numericamente maior não necessariamente representa uma diferença estatisticamente comprovada.
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Entenda O Contexto
A eleição presidencial de 2026 será decidida em dois turnos caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta dos votos válidos no primeiro. Os levantamentos nacionais divulgados em setembro passaram a testar com maior frequência uma eventual disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
Os quatro institutos considerados pelo levantamento do UOL realizaram suas entrevistas em períodos próximos, mas não exatamente iguais. A AtlasIntel coletou dados entre 4 e 9 de setembro; a CNT/MDA, entre 9 e 13; a Quaest, entre 10 e 13; e o BTG/Nexus, entre 11 e 13.
Essa diferença de datas é relevante porque acontecimentos ocorridos durante a campanha podem alterar as respostas dos entrevistados.
No primeiro turno, Lula apareceu entre 36% e 43% nos quatro levantamentos, enquanto Flávio Bolsonaro variou entre 30,4% e 37,4%. Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado aparecem em uma segunda faixa de intenções de voto, dependendo do instituto e da metodologia.
Nas simulações de segundo turno, os resultados também variaram. AtlasIntel/Bloomberg registrou 46,4% para Flávio e 46,2% para Lula; Quaest apontou 42% e 40%; BTG/Nexus registrou 47% e 46%; e CNT/MDA marcou 47,3% para Lula e 40% para Flávio.
As diferenças reforçam a importância de observar a metodologia e a margem de erro de cada levantamento em vez de considerar uma única pesquisa como retrato definitivo da disputa.
A candidatura de Pablo Marçal também sofreu alteração no período. Como o TSE indeferiu sua candidatura, levantamentos que ainda testaram seu nome foram realizados antes da mudança na composição da disputa.
As pesquisas, portanto, registram diferentes momentos de uma eleição ainda em andamento. Novos levantamentos deverão incorporar os acontecimentos posteriores às coletas realizadas entre 4 e 13 de setembro.
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