Pelo segundo dia consecutivo, distribuidoras de combustíveis do Distrito Federal reajustaram os preços do diesel e, em algumas empresas, também da gasolina. O aumento acumulado já chega a R$ 0,89 no diesel e cerca de R$ 0,26 na gasolina, segundo o presidente do Sindicombustíveis do Distrito Federal, Paulo Tavares.
De acordo com Tavares, os reajustes refletem o impacto do preço do mercado internacional, que influencia o valor repassado pelas distribuidoras, responsáveis por importar parte dos combustíveis para o país.
“As distribuidoras precisam importar 30% do diesel e 10% da gasolina para suprir o mercado brasileiro”, explicou, destacando que problemas logísticos, como a dificuldade de transporte pelo Estreito de Ormuz, contribuem para o aumento de custos e para a necessidade de ajustes nas entregas.
O presidente do Sindicombustíveis também apontou que, diante da alta demanda e da dificuldade de abastecimento, algumas distribuidoras estão trabalhando com cotas de entrega, especialmente para as pequenas empresas regionais, conhecidas como Bandeira Branca, que enfrentam escassez de produtos.
Já as grandes companhias, com fornecimento garantido pela Petrobras, precisam ajustar a distribuição diariamente para evitar faltas no mercado.
Tavares reforçou que a situação também é influenciada pelos leilões de diesel da Petrobras, cujos preços estão acima da tabela oficial, e afirmou que medidas do governo federal, como redução de impostos, não foram suficientes para conter o aumento.
“Não é possível, infelizmente, conter o aumento de custo, já que nós precisamos importar produto para suprir o mercado”. disse.