Israel diz que matou chefe de segurança do Irã, mas país não confirma

Israel afirmou ter matado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, durante uma ofensiva militar recente
Redação NC News
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Israel afirmou ter matado Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, durante uma ofensiva militar recente. A informação foi divulgada pelo ministro da Defesa israelense, Yoav Katz, mas até o momento não houve confirmação oficial por parte do governo iraniano.

O episódio ocorre em meio à escalada do conflito entre os dois países, que já registra ataques diretos e aumento da instabilidade na região.

Irã não confirma e divulga mensagem atribuída a Larijani

Apesar do anúncio feito por Israel, autoridades iranianas não confirmaram a morte. Paralelamente, a imprensa estatal do Irã divulgou uma mensagem manuscrita atribuída a Larijani, o que levanta dúvidas sobre a veracidade da informação.

No texto, ele prestaria homenagem a militares iranianos mortos em um ataque atribuído aos Estados Unidos em águas internacionais.

Figura central da política iraniana

Caso a morte seja confirmada, a perda de Larijani representaria um duro golpe à estrutura de poder do Irã. Ele era considerado um dos principais nomes da segurança nacional e tinha forte influência nas decisões estratégicas do país.

Ao longo da carreira, ocupou posições de destaque, incluindo a presidência do Parlamento iraniano por mais de uma década e a condução de negociações nucleares com países ocidentais.

Trajetória inclui cargos militares e atuação acadêmica

Antes de consolidar sua atuação política, Larijani teve passagem pela área militar, com participação na Guarda Revolucionária durante a guerra contra o Iraque. Também dirigiu a emissora estatal iraniana e atuou como conselheiro próximo da liderança do país.

Além disso, tinha formação acadêmica sólida, com estudos em matemática e doutorado em filosofia, incluindo pesquisas sobre o pensador Immanuel Kant.

Outros alvos também teriam sido atingidos

O Exército israelense informou ainda que outro alvo da ofensiva foi Gholamreza Soleimani, comandante da milícia Basij, força paramilitar ligada à Guarda Revolucionária iraniana.

A possível morte de lideranças estratégicas reforça o cenário de escalada militar e eleva o nível de alerta no Oriente Médio, sem sinais imediatos de trégua.

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