Conheça o trabalho de proteção das Onças na Amazônia

Equipes especializadas transformam histórias de felinos ameaçados em vidas protegidas.
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O vídeo que mostra duas onças nadando e brincando nas águas ganhou a internet nos últimos dias. As protagonistas da cena são Ipixuna e Catuá, felinos que vivem no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus.

A imagem revela um lado pouco visto dos grandes predadores da Amazônia: seu comportamento lúdico e carismático. Para entender como esses animais são cuidados, ouvimos a Tenente Moreira, que detalhou o trabalho diário realizado no local.

“O zoológico conta com uma equipe técnica de veterinários, biólogos e tratadores — nossos soldados — que fazem o manejo das onças desde a chegada, ainda neonatais ou juvenis, até a fase adulta. Na natureza, esses animais vivem cerca de 11 a 12 anos. Aqui, por receberem bem-estar e acompanhamento constante, podem chegar a 25 anos”, explicou a tenente. Entre os exemplos citados estão Guardião, com 24 anos, e Simba, com 21.

Onça Pintada. Reprodução TV Norte Amazonas

No CIGS, cada onça segue uma rotina específica, com dieta controlada, enriquecimento ambiental e monitoramento de saúde. O objetivo é garantir qualidade de vida e, quando possível, preparar indivíduos para futuras reintroduções na natureza. Atualmente, 14 onças — pintadas e melânicas — vivem no local, todas recebendo cuidados especializados.

A história de Ipixuna e Catuá reforça a importância desse trabalho. “Eles são irmãos gêmeos, vítimas do tráfico de animais. Chegaram aqui em 2021, com cerca de 20 dias de vida, e passaram por todo o manejo nutricional. Hoje estão com quatro anos”, relata Moreira.

Onça com variança melânica. Reprodução TV Norte.

O simbolismo da onça é forte no Centro de Instrução de Guerra na Selva — representa estratégia, adaptação e coragem. Cada animal do zoológico carrega também um pedaço da história da Amazônia, marcada por desafios, resistência e conservação.

“No zoológico temos duas espécies: o puma-concolor, conhecido como sussuarana ou onça-vermelha — que possui mais de 42 nomes populares —, e a onça-pintada, incluindo suas variações melânicas, como Ipichuna e Catuá, além das pintadas tradicionais”, completa a tenente.

Para quem deseja conhecer de perto esse trabalho de proteção e educação ambiental, o zoológico do CIGS funciona de terça a domingo, das 9h às 16h — um espaço onde a Amazônia inspira, protege e ensina.

 

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