Petróleo dispara acima de US$ 115 após escalada de ataques no Oriente Médio

A tensão no Oriente Médio voltou a pressionar o mercado global de energia nesta quinta-feira (19)
Redação NC News
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A tensão no Oriente Médio voltou a pressionar o mercado global de energia nesta quinta-feira (19).

O preço do petróleo tipo Brent ultrapassou a marca de US$ 115 por barril, refletindo o aumento do risco geopolítico na região responsável por grande parte da oferta mundial.

Conflito entre Irã e Israel impacta produção de energia

A alta ocorre após uma sequência de ataques envolvendo Irã e Israel. Como resposta a uma ofensiva israelense contra o campo de South Pars — considerado o maior reservatório de gás natural do planeta — o Irã lançou ataques contra estruturas energéticas em países do Golfo.

Instalações no Catar, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos foram atingidas. No Kuwait, refinarias registraram incêndios após ataques com drones, ampliando a preocupação com a continuidade do fornecimento de combustíveis

Gás natural dispara e preocupa Europa

O reflexo foi imediato também no mercado de gás. Na Europa, os contratos futuros chegaram a saltar até 35% nas primeiras horas do dia, diante do temor de interrupção no abastecimento.

A estatal QatarEnergy informou que os danos causados em Ras Laffan, polo estratégico de gás natural liquefeito (GNL), podem comprometer cerca de 17% da capacidade produtiva do país por um período de até cinco anos.

Mercado reage com volatilidade global

O cenário de instabilidade se espalhou pelas bolsas internacionais. Nos Estados Unidos, os índices futuros operaram em queda, acompanhando o movimento negativo observado na Europa e na Ásia.

Principais mercados registraram perdas relevantes, refletindo o receio de um conflito prolongado e seus impactos na economia global.

Diferença entre Brent e WTI aumenta

Enquanto o Brent avançava com força, o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, também subia, mas em ritmo mais moderado. A diferença entre os dois atingiu níveis não vistos há mais de uma década.

Esse descolamento é influenciado pela liberação de reservas estratégicas americanas e pelos custos logísticos, além da maior exposição do Brent às tensões no Oriente Médio.

Comunidade internacional pede contenção

Diante da escalada, autoridades de países árabes e islâmicos se reuniram e condenaram os ataques na região. O grupo pediu o fim imediato das ofensivas e reforçou a necessidade de respeitar normas internacionais.

A preocupação central é evitar que o conflito se amplie e comprometa ainda mais a segurança energética global.

EUA avaliam reforço militar na região

O governo dos Estados Unidos analisa novas medidas para proteger rotas estratégicas de petróleo, especialmente no Estreito de Ormuz — ponto-chave para o transporte global da commodity.

Entre as possibilidades discutidas estão o envio de forças navais e aéreas, além de uma eventual presença terrestre em áreas consideradas sensíveis, como a costa iraniana.

Risco de impacto prolongado no abastecimento

Especialistas alertam que os ataques a infraestruturas críticas e a instabilidade política podem gerar efeitos duradouros no fornecimento de petróleo e gás.

Com isso, o mercado segue em alerta, monitorando os próximos desdobramentos do conflito e suas consequências para os preços da energia no mundo.

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