O vice-presidente do Conselho Regional de Medicina do Amazonas (CRM-AM), Dr. José Carlos, se pronunciou publicamente nesta semana sobre o caso do menino Benício, de 6 anos, que morreu após receber atendimento em uma unidade de saúde particular em Manaus.
De acordo com o Conselho, esta é a única manifestação oficial emitida até o momento.
Durante o pronunciamento, o vice-presidente expressou solidariedade à família da criança e também aos profissionais de saúde envolvidos no atendimento, ressaltando o impacto emocional do episódio.
“A dor é legítima e merece nosso respeito”, declarou Dr. José Carlos, reforçando que o Conselho acompanha o caso com atenção.
Sigilo e limites de divulgação do caso Benício
O CRM-AM destacou que está impedido legal e eticamente de divulgar informações específicas relacionadas ao atendimento, como dados clínicos, prontuários ou identificação de pacientes e médicos.
Segundo a instituição, o sigilo médico é uma obrigação prevista no Código de Ética e deve ser preservado para garantir o devido processo de apuração.
O Conselho informou que instaurou, por iniciativa própria, uma sindicância destinada a avaliar os procedimentos adotados durante o atendimento ao menino.
O objetivo é analisar tecnicamente os fatos e verificar se houve falhas ou irregularidades.
Além disso, o órgão garantiu que continuará cooperando com autoridades responsáveis pela investigação, dentro dos limites previstos em sua atuação reguladora.
Ao encerrar o pronunciamento, o CRM-AM ressaltou que permanece comprometido com a ética médica e com a prevenção de situações que possam comprometer a segurança dos pacientes.
A declaração foi feita pelo vice-presidente, que estava acompanhado da conselheira Dra. Juliana.