Servidor da Prefeitura de Varginha é investigado por armazenamento de material de abuso sexual infantojuvenil

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos pela Polícia Civil após perícia em celular apreendido durante investigação sobre suposto uso irregular de máquinas públicas
Redação NC News
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, nessa quarta-feira (23), dois mandados de busca e apreensão em Varginha, no Sul de Minas, durante uma investigação que apura o suposto armazenamento de material relacionado ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. O alvo é um servidor municipal de 79 anos.

Segundo a corporação, um dos mandados foi cumprido na sede da Prefeitura de Varginha. A investigação apura a possível prática do crime previsto no artigo 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que trata do armazenamento de conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.

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Como a investigação começou

As apurações tiveram origem na Operação Mecanismo Cruzado, deflagrada em novembro de 2025 pelo 6º Departamento de Polícia Civil (DEPPC), em Lavras, com apoio do Laboratório de Tecnologia Contra a Lavagem de Dinheiro (LAB-LD).

Inicialmente, o foco da investigação era apurar uma possível prática de peculato relacionada ao suposto uso indevido de máquinas pertencentes ao Município de Varginha em propriedades particulares.

Durante a operação, diversos dispositivos eletrônicos foram apreendidos, incluindo o telefone celular do servidor agora investigado.

Material foi encontrado durante perícia

De acordo com a Polícia Civil, a análise pericial do aparelho, realizada com autorização judicial, identificou arquivos contendo material de abuso e exploração sexual infantojuvenil.

Com base nos indícios encontrados, a Justiça autorizou o cumprimento dos dois mandados de busca e apreensão executados nessa quarta-feira. Os materiais recolhidos durante a ação serão submetidos a novos exames periciais.

Investigação continua

A Polícia Civil informou que as investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias dos fatos e verificar eventual responsabilidade criminal do investigado.

Segundo a corporação, outras medidas poderão ser adotadas conforme o avanço das apurações e o resultado das perícias realizadas nos materiais apreendidos.

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