Golpistas estão usando a imagem do empresário Luciano Hang, dono da Havan, em uma falsa notícia sobre um suposto atentado para divulgar uma plataforma financeira fraudulenta. O esquema combina desinformação, imagens manipuladas por inteligência artificial e páginas falsas que imitam veículos de imprensa para tentar convencer usuários a fornecer dados pessoais e realizar depósitos.
A fraude circula principalmente em redes sociais e utiliza uma narrativa que mistura política, supostos ataques e promessas de enriquecimento rápido. As publicações afirmam, sem qualquer comprovação, que Hang teria sido alvo de um atentado relacionado a uma plataforma de investimentos chamada Bergmann Core, informação que não é verdadeira.
Golpe usa falso atentado e imagens manipuladas por inteligência artificial
Uma das estratégias utilizadas pelos criminosos é criar uma falsa reportagem com aparência de notícia real. As páginas reproduzem elementos visuais de grandes portais, como logotipos, cores e formatos de texto, mas levam para endereços que não pertencem aos veículos oficiais.
O conteúdo falso associa Luciano Hang ao candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad e afirma que o empresário teria sido atacado após uma suposta tentativa de impedir o funcionamento de uma plataforma financeira.
As imagens utilizadas para dar aparência de realidade à história, incluindo supostos registros do empresário ferido, Haddad e um veículo atingido, são manipuladas ou geradas artificialmente, segundo análises de ferramentas de detecção de imagens.
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Promessa de até R$ 10 mil por dia serve como isca
Após chamar atenção com a falsa história de violência, o golpe direciona o usuário para uma suposta oportunidade de investimento.
As páginas prometem ganhos elevados, com valores que chegam a R$ 10 mil por dia após cadastro e ativação de conta. A promessa de retorno rápido e garantido é utilizada como principal elemento para convencer vítimas.
O objetivo dos criminosos é coletar informações pessoais e financeiras, além de induzir usuários a realizar transferências de dinheiro para plataformas sem qualquer comprovação de funcionamento ou autorização.
Golpe também usa nomes de outras personalidades
Em outra versão da fraude, os criminosos alteram o nome da suposta plataforma e incluem o jogador Neymar como participante do negócio fictício envolvendo Luciano Hang.
A estrutura da narrativa permanece semelhante: uma falsa tentativa de impedir o funcionamento da plataforma, seguida por uma suposta reação contra o empresário.
Esse tipo de estratégia utiliza pessoas conhecidas para aumentar a sensação de credibilidade e facilitar o compartilhamento do conteúdo enganoso.
Luciano Hang e Havan negam relação com plataformas
Luciano Hang publicou manifestações negando ter sofrido qualquer atentado e afirmou que sua imagem está sendo utilizada em conteúdos falsos relacionados a golpes financeiros.
A Havan também informou que não possui qualquer relação com plataformas de investimento divulgadas nessas publicações e alertou que não recomenda serviços desse tipo.
A empresa reforçou que conteúdos que utilizam a imagem do empresário para prometer ganhos financeiros devem ser tratados com desconfiança.
Justiça Eleitoral determinou remoção de conteúdos falsos
A circulação do material também chamou atenção da Justiça Eleitoral de São Paulo, principalmente pelo uso de uma narrativa envolvendo candidatos durante o período eleitoral.
Uma decisão da Justiça Eleitoral determinou a remoção de publicações que associavam Fernando Haddad ao suposto atentado contra Luciano Hang.
A decisão apontou que o episódio divulgado nas redes sociais não havia ocorrido e que as publicações eram utilizadas para direcionar usuários a uma página fraudulenta.
IA aumenta desafio contra golpes digitais
O avanço das ferramentas de inteligência artificial ampliou a capacidade dos criminosos de criar imagens e conteúdos falsificados com aparência cada vez mais realista.
Montagens envolvendo rostos conhecidos, cenas de violência e supostas notícias falsas passaram a exigir maior atenção dos usuários antes do compartilhamento.
Especialistas apontam que a combinação entre desinformação e fraude financeira aumenta o risco para consumidores e também prejudica a confiança no ambiente digital.
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Entenda o contexto
Golpes digitais que usam nomes de empresários, artistas e autoridades funcionam principalmente pela combinação entre uma informação falsa de grande impacto e uma promessa financeira considerada atrativa.
No caso envolvendo Luciano Hang, os criminosos utilizaram uma falsa notícia de atentado para criar uma narrativa de urgência e direcionar usuários a uma suposta plataforma de investimentos.
A principal recomendação para evitar esse tipo de fraude é desconfiar de promessas de ganhos garantidos, verificar endereços dos sites, não fornecer dados pessoais e buscar informações em canais oficiais.
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