Morre aos 82 anos o jornalista Ari Diógenes da Rocha, referência da comunicação em Goiás

Com mais de quatro décadas de atuação, jornalista trabalhou na comunicação do governo estadual desde a gestão de Otávio Lage e era o servidor mais antigo do Executivo goiano
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Jornalista acompanhou 19 governadores e permaneceu por quase seis décadas ligado à comunicação do governo estadual; ele sofreu um infarto em casa, em Goiânia

O jornalismo e a comunicação pública de Goiás perderam nesta sexta-feira (25) um de seus profissionais mais longevos. O jornalista Ari Diógenes da Rocha morreu aos 82 anos, em Goiânia, após sofrer um infarto em casa. Ele chegou a receber atendimento, mas não resistiu.

Ari construiu uma trajetória de quase seis décadas ligada à comunicação institucional do estado e acompanhou diferentes períodos da política goiana. Sua relação com o governo começou em 1966, quando chegou a Goiás e foi convidado pelo então governador Otávio Lage de Siqueira para trabalhar no Palácio das Esmeraldas.

Desde então, o jornalista permaneceu ligado à estrutura de comunicação do Executivo estadual. Ao longo da carreira, acompanhou 19 governadores e continuava trabalhando mesmo depois de mais de 50 anos de atividade.

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Uma carreira que atravessou gerações

Nascido em São Gonçalo do Abaeté, em Minas Gerais, Ari chegou a Goiás em 1966. O que inicialmente seria uma oportunidade profissional acabou se transformando em uma trajetória de quase 60 anos no estado.

Em setembro de 2025, durante uma solenidade na Assembleia Legislativa de Goiás, o jornalista recebeu o Título de Cidadania Goiana. Na ocasião, o deputado Wagner Camargo Neto destacou justamente a longevidade da atuação de Ari na comunicação pública.

Durante o discurso de agradecimento, o jornalista contou que já estava em Goiás havia 59 anos e afirmou que continuava trabalhando diariamente no Palácio das Esmeraldas.

“Eu recebo com muita, muita satisfação. É uma honra mesmo. Eu estou aqui em Goiás, já há 59 anos e agora recebendo essa homenagem como goiano. Na imprensa do governo acompanhei 19 governadores. E até hoje estou lá todo dia. Todo dia chego lá 15 minutos para às 7 horas. Eu gosto muito do que eu faço”, afirmou na ocasião.

A homenagem também foi registrada pelo Diário da Manhã, que classificou Ari como o servidor mais antigo em atividade no Palácio das Esmeraldas.

Jornalista permaneceu ativo até os últimos anos

A trajetória de Ari chama atenção também pela permanência na atividade profissional. Mesmo após décadas de carreira, ele continuava comparecendo diariamente ao trabalho e mantendo vínculo com a comunicação do governo.

A longevidade fez com que o jornalista acompanhasse transformações profundas na imprensa goiana. Ari iniciou a carreira em uma época em que a comunicação oficial ainda era predominantemente produzida para jornais impressos, rádio e televisão e atravessou a transformação provocada pela chegada das novas tecnologias e da comunicação digital.

Sua atuação também coincidiu com diferentes ciclos políticos de Goiás. Ao longo dos anos, ele trabalhou na comunicação de administrações estaduais de diferentes períodos e acompanhou mudanças na estrutura do governo e na forma como o poder público passou a se relacionar com a imprensa.

O reconhecimento recebido em 2025 simbolizou justamente essa trajetória.

Velório acontece neste sábado

O velório de Ari Diógenes da Rocha será realizado neste sábado (26), em Goiânia. A cerimônia está prevista para começar às 9h30, no cemitério Parque Memorial de Goiânia. O sepultamento está marcado para as 17h30.

A morte do jornalista repercutiu entre profissionais da imprensa, colegas de trabalho e pessoas que acompanharam sua trajetória na comunicação pública de Goiás.

Ari deixa uma carreira marcada pela permanência em uma mesma área profissional por quase seis décadas e pela passagem por diferentes momentos da história política e administrativa do estado.

ENTENDA O CONTEXTO

Ari Diógenes da Rocha começou sua trajetória no serviço público goiano em 1966, durante o governo de Otávio Lage de Siqueira. A partir daquele momento, passou a fazer parte da estrutura de comunicação do governo estadual e acompanhou sucessivas administrações.

Ao longo de sua carreira, esteve próximo da cobertura institucional de 19 governadores. Em 2025, ao receber o título de cidadão goiano, destacou que continuava trabalhando diariamente e que mantinha o mesmo vínculo com a atividade que havia exercido durante praticamente toda a vida adulta.

A morte aos 82 anos encerra uma trajetória profissional de aproximadamente 60 anos ligada à comunicação de Goiás.

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