Jhon Arias foi o dono da camisa 10 da Colômbia no empate por 1 a 1 com o México, neste sábado (26), no M&T Bank Stadium, em Baltimore, nos Estados Unidos. A escolha colocou o jogador do Palmeiras no centro das atenções justamente no primeiro amistoso da seleção após a participação no Mundial de 2026 e depois da despedida de James Rodríguez.
A mudança de número foi confirmada pela Federação Colombiana de Futebol antes da partida. Arias, que vinha utilizando a camisa 11 pela seleção, passou a vestir o dorsal que durante anos esteve associado a James. A alteração não significa, por si só, que o palmeirense terá exatamente a mesma função desempenhada pelo antigo camisa 10, mas abre uma nova etapa na distribuição de responsabilidades dentro da equipe de Néstor Lorenzo.
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O resultado começou a ser construído ainda no primeiro tempo. Aos 8 minutos, Luis Javier Suárez aproveitou cruzamento de Richard Ríos e cabeceou para colocar a Colômbia em vantagem. A equipe de Lorenzo teve mais iniciativa na etapa inicial e terminou os primeiros 45 minutos vencendo por 1 a 0.
O México reagiu depois do intervalo e chegou ao empate aos 61 minutos. Gilberto Mora recebeu nas costas da defesa colombiana, entrou na área, driblou Jhon Lucumí e finalizou para vencer o goleiro Álvaro Montero.
Depois do gol mexicano, Lorenzo promoveu mudanças na equipe para dar minutos a jogadores que podem ganhar espaço na seleção. O placar não voltou a ser alterado e o amistoso terminou empatado.
Arias atua aberto em um 4-3-3
Na formação inicial, Arias apareceu pelo lado direito do ataque em um 4-3-3, ao lado de Andrés Gómez e Luis Suárez. A escalação mostra que a utilização da camisa 10 não significou uma reprodução automática da função tradicional de um meia central.
Durante o primeiro tempo, Arias participou das ações ofensivas pelos lados e buscou associações com Suárez. A cobertura em tempo real do jogo também destacou sua participação junto a Gómez na tentativa de dar profundidade à seleção colombiana.
Essa configuração ajuda a explicar parte do debate em torno do novo camisa 10. James Rodríguez construiu sua relação com o número principalmente como organizador e articulador, enquanto Arias tem características de maior mobilidade e pode atuar tanto por dentro quanto pelos lados. A própria cobertura da partida descreveu o colombiano como meia ou extremo.
O que muda sem James Rodríguez?
A saída de James representa uma mudança relevante para a seleção colombiana. O jogador encerrou sua trajetória internacional após o Mundial de 2026, depois de 15 anos com a equipe nacional. Segundo a imprensa colombiana, James deixou a seleção com 131 partidas e 31 gols.
Antes do amistoso, Néstor Lorenzo tratou a renovação como um processo que deveria acontecer de maneira natural. O treinador também afirmou que James continuava sendo um jogador em atividade e que a seleção poderia permanecer aberta para uma eventual despedida do atleta em futuras datas Fifa.
A escolha de Arias para vestir a 10, portanto, deve ser entendida mais como parte dessa transição do que como uma declaração de que ele assumirá necessariamente todas as funções que James exerceu durante sua passagem pela seleção.
Camisa 10 ganha novo perfil
Arias chega a essa fase da seleção com um perfil diferente do antigo camisa 10. O jogador pode atuar em diferentes setores do campo, participar da pressão sem a bola e acelerar as jogadas, além de aparecer na construção ofensiva.
Essa versatilidade pode permitir que Lorenzo utilize o jogador em diferentes estruturas ao longo da sequência de amistosos. Depois do México, a Colômbia enfrentará o Paraguai em Nova Jersey, no dia 2 de outubro, e fechará a sequência diante do Peru, em Miami, no dia 6.
Debate não está encerrado
A utilização de Arias como camisa 10 não encerra a discussão sobre quem será o principal articulador da Colômbia. O número pode representar uma referência simbólica, enquanto a função tática continua sendo definida pelo treinador de acordo com o adversário, os jogadores disponíveis e o desenho escolhido.
O empate em Baltimore também mostrou que a seleção ainda está testando alternativas. A equipe teve um primeiro tempo de maior controle, mas perdeu parte da iniciativa depois do intervalo e permitiu que o México encontrasse espaços até chegar ao empate.
Próximos amistosos podem definir espaço de Arias
Os próximos compromissos serão importantes para observar se Arias continuará utilizando a 10 e em qual setor Lorenzo pretende aproveitá-lo. O jogador pode permanecer aberto, como aconteceu diante do México, ou ganhar mais liberdade para atuar por dentro.
O ponto já confirmado é que a Colômbia iniciou sua primeira sequência de amistosos após o Mundial sem James Rodríguez e escolheu Jhon Arias para carregar o número que marcou a última grande era da seleção. O empate por 1 a 1, porém, deixou a discussão em aberto: a camisa mudou de dono, mas a função do novo 10 ainda está em construção.
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