Lula lidera em 11 estados, enquanto Flávio Bolsonaro aparece à frente em 8 e no DF

Levantamento revela a liderança regional de Lula e Flávio Bolsonaro em diferentes estados brasileiros.
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As pesquisas eleitorais mais recentes divulgadas nos estados mostram um mapa dividido entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) a uma semana do primeiro turno das eleições de 2026. Na consolidação dos levantamentos de Datafolha e Quaest, Lula aparece numericamente à frente em 11 estados, enquanto Flávio lidera em oito estados e no Distrito Federal. Outras sete unidades registram empate técnico entre os dois.

Os números não representam uma única pesquisa nacional distribuída igualmente pelo país. O levantamento reúne pesquisas estaduais realizadas pelos dois institutos em períodos próximos, com amostras e margens de erro próprias. Por isso, a fotografia precisa ser lida como uma consolidação dos cenários estaduais mais recentes, e não como uma projeção do resultado da eleição.

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Onde Lula aparece à frente

Lula lidera numericamente nos nove estados do Nordeste: Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Entre esses estados, os levantamentos mostram algumas das maiores diferenças em relação a Flávio Bolsonaro.

Na pesquisa mais recente consolidada, o petista aparece com 59% no Maranhão contra 22% de Flávio. No Piauí, são 59% a 20%; na Bahia, 58% a 23%; no Ceará, 55% a 23%; na Paraíba, 54% a 23%; e em Pernambuco, 54% a 21%. As margens de erro dos levantamentos estaduais são, em geral, de três pontos percentuais.

Fora do Nordeste, Lula também aparece numericamente à frente no Amazonas, Amapá e Pará. Em Minas Gerais, outro dos maiores colégios eleitorais do país, o cenário é de liderança numérica do petista, mas dentro da margem de erro.

Flávio lidera em oito estados e no Distrito Federal

Flávio Bolsonaro aparece à frente em oito estados: Acre, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro e Santa Catarina. O senador também lidera no Distrito Federal.

As maiores diferenças aparecem em estados como Mato Grosso, onde a Quaest registra 50% para Flávio e 25% para Lula, e Mato Grosso do Sul, com 42% a 27%. No Paraná, o placar é de 40% a 26%, enquanto Santa Catarina registra 50% para o candidato do PL e 23% para o petista.

Em São Paulo, maior colégio eleitoral do Brasil, Flávio também aparece numericamente à frente. O Datafolha registra 38% para o senador contra 33% para Lula. Na pesquisa anterior da Quaest, Flávio tinha 34% e Lula, 31%. Os dois levantamentos têm margem de erro de dois pontos percentuais.

Sete unidades aparecem em empate técnico

As pesquisas não apontam uma liderança estatisticamente definida em sete unidades da federação. Entre elas estão Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Goiás, Amazonas e Tocantins, dependendo do levantamento considerado e da margem de erro.

O Rio de Janeiro é um exemplo da diferença entre liderança numérica e liderança fora da margem de erro. Na pesquisa Datafolha, Flávio aparece com 44% e Lula com 38%, enquanto o levantamento da Quaest registra 37% para Flávio e 30% para Lula. A leitura do cenário precisa considerar a metodologia e a margem de erro de cada levantamento.

Nordeste e Sul apresentam desenhos diferentes

O recorte regional é uma das características mais marcantes do mapa. Os levantamentos recentes mostram Lula na liderança nos nove estados nordestinos, enquanto Flávio concentra vantagens no Sul, especialmente no Paraná e em Santa Catarina.

No Rio Grande do Sul, porém, a vantagem numérica de Flávio está dentro da margem de erro: a Quaest registra 35% para o senador e 31% para Lula, com margem de três pontos percentuais. O resultado, portanto, é classificado como empate técnico.

O que mostram as pesquisas nacionais

O mapa estadual ocorre em um cenário nacional também marcado por proximidade entre os dois candidatos. No levantamento Datafolha realizado em 22 e 23 de setembro, Lula aparece com 40% das intenções de voto no primeiro turno, contra 36% de Flávio. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

Na pesquisa Quaest realizada entre 17 e 20 de setembro, Lula registra 37% e Flávio, 33%, também com margem de erro de dois pontos. Os resultados colocam os dois candidatos nas primeiras posições dos cenários nacionais, mas não permitem concluir antecipadamente o resultado da eleição.

Como interpretar o mapa eleitoral

O levantamento estadual ajuda a mostrar onde cada candidato apresenta maior percentual de intenção de voto, mas não equivale a uma contagem de votos válidos nem determina o resultado final. Pesquisas diferentes também podem apresentar números distintos para uma mesma unidade da federação.

Além disso, a posição de um candidato dentro da margem de erro não significa vantagem estatisticamente comprovada. Por isso, estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul aparecem no mapa como disputas tecnicamente empatadas mesmo quando um dos nomes tem percentual numericamente superior.

Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, os levantamentos divulgados na última semana antes da votação ainda representam apenas as intenções declaradas pelos eleitores nos períodos em que as entrevistas foram realizadas. Novas pesquisas podem alterar a fotografia apresentada pelos institutos, e o resultado efetivo será definido pelos votos depositados nas urnas.

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